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Edicão n° 222 de Dezembro 2022


SAúDE

Relatório global de exercícios físicos destaca evolução das caminhadas


O relatório anual sobre a prática de exercícios no mundo, divulgado pelo Strava, rede social
voltada ao esporte, apontou a caminhada ao ar livre como uma das atividades que mais
cresceram do ano passado para cá. O balanço reuniu dados dos mais de 95 milhões de
usuários da plataforma e identificou o dobro de registros de caminhadas na comparação de
2021 com 2020.

O aumento chama atenção por superar o impacto de fenômenos climáticos, especialmente
nos Estados Unidos, principal mercado do aplicativo. As nevascas que atingiram o Texas em
fevereiro e a crise de energia reduziram as atividades ao ar livre no segundo estado mais
populoso do país em 57% no período. Durante o verão norte-americano, a onda de calor
presenciada no estado do Oregon diminuiu os registros em 23%.

A estatística das caminhadas fica proporcionalmente atrás somente das atividades
alternativas de inverno, como os esquis nórdico e fora de pista, que aumentaram 2,5 vezes
em relação ao ano passado. Segundo o relatório, houve impacto do fechamento de estações
de esqui em boa parte de 2021, que resultou em uma queda de 37% dos registros de esqui
alpino e snowboard.

“Com as restrições necessárias por conta da pandemia da covid-19 em vigor e o desejo,
talvez mais forte do que nunca, de tirar um tempo para se exercitar durante o dia, vimos a
caminhada se tornar mais popular do que nunca em todas as faixas etárias e em todo o
mundo”, aponta um trecho do relatório.

No Brasil, terceiro maior mercado do Strava, a caminhada ao ar livre subiu 1,6 vez na
comparação com 2020. O relatório apontou que o brasileiro caminha, em média, três horas
por semana. A marca é a mesma dos alemães, inferior a de espanhóis (3,7 horas), britânicos
(3,5 horas), indianos (3,3 horas) e franceses (3,2 horas), mas superior a australianos (2,7
horas) e norte-americanos (2,5 horas).

“A caminhada ao ar livre vem crescendo nos últimos anos globalmente e com resultado muito
expressivo no Brasil, que é um dos mercados que puxa esse número. Há várias hipóteses.
Uma delas é ser um esporte de entrada para outros, com pessoas querendo começar a se
movimentar e encontrando na caminhada um esporte mais fácil e tranquilo de começar”,
analisou a gerente do Strava no Brasil, Rosana Fortes, à Agência Brasil.

“Também temos visto a caminhada como uma forma de se comutar. Muita gente que se
mudou para mais perto do trabalho e deixou o carro em casa ou decidiu [caminhar e] não
pegar transporte público, com certeza por reflexo da pandemia”, completou Rosana.

Ainda segundo o relatório, quanto mais velhas as pessoas, maior o percentual das
caminhadas. Destaque à faixa etária acima de 70 anos, onde 56% dos usuários da rede
social registraram as atividades ao ar livre. No Brasil, a estatística foi de 52%. O menor
índice no país foi observado entre pessoas de 18 a 29 anos (38%, pouco superior ao balanço
global do recorte, que foi de 35%).

“O Strava começou há mais de 10 anos muito focado no ciclismo e o público da bicicleta
sempre foi mais velho, seja por conhecimento do aplicativo ou poder aquisitivo. Talvez essa
seja a hipótese de termos um número grande de pessoas mais velhas, proporcionalmente
[registrando caminhadas]. Por consequência, pessoas que já usam o aplicativo o utilizam
[também] para caminhadas”, avaliou a gerente da rede social.

Por aqui, as publicações de caminhadas só cresceram menos que as de natação (1,8 vez),
ioga (1,9 vez) e treinos funcionais (2,2 vezes). Para Rosana, as estatísticas também têm a
ver com a pandemia. Ela destaca o exemplo da ioga, modalidade cujo registro de atividades
também dobrou em nível global, na comparação com 2020.

“O aumento do número de atletas registrando treinos de ioga é um movimento que temos
visto em todos os mercados e muito relacionado ao fato de ser indoor, praticado sozinho,
talvez com a ajuda de vídeo ou tutoriais. Obviamente, é um esporte que fala de saúde
mental, em um momento que todos procuraram o esporte como uma válvula de escape para
os impactos da pandemia”, concluiu.


Fonte: Agência Brasil ...

Anvisa defende transparência e cooperação entre agências reguladoras


O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra
Torres, defendeu nesta quarta-feira (1º) a transparência e a cooperação entre autoridades
reguladoras, além de ações que favoreçam a disponibilidade de medicamentos, vacinas e
demais produtos de saúde em todo o mundo.

No primeiro dia de reunião virtual da Coalizão Internacional de Autoridades Reguladoras de
Medicamentos (ICMRA, na sigla em inglês), Torres destacou ainda a importância de que
autoridades reguladoras se mantenham autônomas em sua atuação, de maneira a garantir a
confiança da sociedade em suas decisões.

Em relação ao contexto específico da pandemia de covid-19, o diretor-presidente da Anvisa
citou também o combate à desinformação. “Estamos enfrentando uma guerra contra notícias
falsas porque notícias falsas matam tanto quanto qualquer vírus perigoso”, avaliou.

A reunião
A ICMRA é um fórum internacional de nível executivo integrado pelos principais reguladores
mundiais que busca estabelecer uma orientação estratégica comum para os reguladores de
medicamentos sobre questões e desafios regulatórios compartilhados. a reunião deve ser
finalizada nesta quinta-feira (2).

Fonte; Agência Brasil ...

Anvisa aprova mais um produto medicinal à base de Cannabis


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quarta-feira (1º) a
autorização sanitária de mais um produto à base de Cannabis. Trata-se de solução de uso oral
contendo 23,75 miligramas por mililitro (mg/mL) de canabidiol (CBD), com até 0,2% de
tetraidrocanabidiol (THC).

De acordo com a Anvisa, o produto, fabricado na Colômbia, deverá ser comercializado em
farmácias e drogarias do Brasil por meio de receita médica do tipo B (de cor azul). Este é o
oitavo produto à base de Cannabis aprovado pela agência.

Prescrição
Ainda segundo a agência, o canabidiol pode ser prescrito quando estiverem esgotadas outras
opções terapêuticas disponíveis no mercado brasileiro. A indicação e a forma de uso são de
responsabilidade do médico, sendo que o paciente deve ser orientado em detalhes sobre o uso. ...




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