Eldorado do Sul, Guaíba e Região Carbonífera, 02 de Dezembro de 2021. Página Inicial | Contato
SEÇÕES
Artigo
Educação
Eldorado do Sul
Especial
Geral
Guaíba
Produtos e Serviços
Região Carbonífera
Saúde
Flagrante na Foto
Anunciantes
LINKS
Portal Eldorado
Lantec
Envie sua Mensagem

Você é o visitante n°
33285407


Edicão n° 220 de Outubro 2021


SAúDE

Linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer raro e que tem cura


Linfoma menos frequente do que outros tipos, o linfoma de Hodgkin tem incidência de três
casos por 100 mil habitantes no Brasil, por ano, disse hoje à Agência Brasil o chefe do
Serviço de Hematologia do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca),
Ricardo Bigni.

Em um recorte geográfico, as regiões que concentram mais casos são a Sudeste e Sul,
seguidas das regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte. Referência no estado no tratamento
desse câncer, o Inca atende anualmente cerca de 70 pacientes com linfoma de Hodgkin.

Dois casos recentes com esse diagnóstico foram os do comentarista esportivo Caio Ribeiro e
do jogador de futebol David Brooks, do Bournemouth, da Inglaterra. De acordo com
estimativa do Inca, em 2020, foram registrados 2.640 novos casos no país, sendo 1.590 em
homens e 1.050 em mulheres.

O linfoma de Hodgkin é um câncer que se origina no sistema linfático, que é uma parte do
sistema imunológico, de defesa do organismo. “É um dos tipos de câncer que tem cura",
disse Bigni ao destacar que o diagnóstico precoce favorece a chance de cura já que esse tipo
de linfoma tem evolução ao longo de meses. “Faz diferença se você puder fazer a detecção
mais precocemente. A chance de se obter a cura é maior”.

O tratamento exige quimioterapia intravenosa. A radioterapia também pode ser prescrita pelo
médico, em casos específicos, para potencializar os efeitos da quimioterapia. “Em geral, é
feita uma complementação, para determinados tipos de casos”. Alguns pacientes precisam
fazer uso de medicamentos orais de suporte.

“A gente consegue minimizar a intensidade do tratamento de acordo com o estágio da
doença”, afirmou Bigni. Em pacientes com a doença em estágio mais avançado, o tratamento
dura, em média, seis meses. Em casos mais precoces, a cura pode ser obtida em prazos mais
curtos, “de acordo com o caso”.

Em geral, os tumores do linfoma de Hodgkin se manifestam no pescoço e no tórax. Em
estágios avançados, pode haver manifestações no abdômen e na medula óssea. O linfoma
acomete principalmente adolescentes e adultos jovens, mas também pode ocorrer em idosos.

Sintomas
Médico há 20 anos do Serviço de Hematologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ), Roberto Magalhães informou à Agência Brasil que o linfoma de Hodgkin provém, de
maneira geral, dos gânglios linfáticos.

O sintoma principal que costuma aparecer é uma íngua, ou caroço, isto é, um aumento de
um linfonodo, na linguagem médica. "Ele pode emergir em qualquer região dos nossos
gânglios. Portanto, pode aparecer na região do pescoço, das axilas, na região inguinal e até
nos órgãos linfoides que estão no nosso tórax e nosso abdômen”.

Outros sintomas, chamados na terminologia médica de sintomas B, podem surgir associados
ao tumor. Um deles é a perda de pelo menos 10% do peso em seis meses, de maneira
inexplicada. “Essa perda de peso é algo significativo. É estranho e tem de ser investigada”.
Outros sintomas incluem febre vespertina persistente, mas sem outros sintomas gripais;
sudorese noturna que, eventualmente, leva a pessoa a trocar a roupa da cama e coceira no
corpo.

Diagnóstico
O diagnóstico da doença requer o conceito da multidisciplinaridade. Caso apareça um nódulo
suspeito, é preciso fazer uma biópsia. Um patologista especialista em hematologia é
responsável pelo diagnóstico e, em se confirmando que se trata de um linfoma de Hodgkin, o
paciente é encaminhado a um hematologista para iniciar o tratamento.

Cabe ao hematologista verificar o estágio ou grau de acometimento da doença. “A doença
pode ser altamente localizada; pode pegar só uma região de linfonodos, por exemplo em
cima do tórax ou embaixo do abdômen; pode ser uma doença que esteja em cima do tórax
ou do abdômen; e, além disso, pode envolver algum órgão que está fora dos linfonodos,
como o baço ou fígado. Tudo isso é muito importante na fase inicial”.

Para fazer essa avaliação, o hematologista usa as técnicas de imagem, a cargo de um
radiologista que pode fazer uma tomografia para saber que órgãos foram acometidos.
“Eventualmente, é necessário incluir também a biópsia da medula óssea porque, às vezes, a
medula óssea, que é o local onde se produz o sangue, pode estar acometida”, explica
Roberto Magalhães.

Desafios
O médico hematologista da UFRJ explica que após o tratamento ainda é preciso acompanhar
a evolução do paciente. “A gente só diz que o paciente está curado, em hemoterapia, quando
ele ficar cinco anos em remissão completa”.

Durante esses cinco anos, o paciente dever fazer exames de imagem a cada seis meses nos
primeiros dois anos, passando depois disso para exames anuais. Caso a doença volte,
Roberto Magalhães informou que há opção ainda de tratá-la com transplante autólogo de
medula óssea. “Há taxas de curabilidade em pelo menos 50% dos casos”.

O hematologista admitiu que há desafios para o tratamento na área de remédios antigos que
estão desaparecendo das prateleiras, o que pode prejudicar muito os pacientes do SUS que
não têm recursos para ter acesso a remédios mais modernos e sofisticados que estão
surgindo.

Magalhães informa ainda que não há estudos que comprovem o que provoca o surgimento
desses tumores linfoides e linfomas. “Não existe uma causa específica. São fatores genéticos
e ambientais a que as pessoas se expõem que podem gerar isso, mas não existe uma regra”.

Estudos mostram a associação do linfoma de Hodgkin com o vírus da mononucleose, mas
isso não quer dizer que todo mundo que teve mononucleose vai ter o linfoma, salientou
Magalhães. “São diversos fatores. A gênese do linfoma é multifatorial"

Fonte: Agência Brasil ...

Mais da metade da população de adolescentes já foi vacinada contra a Covid-19 no RS


A vacinação contra a Covid-19 supera, nesta quarta-feira (13/10), mais da metade dos 862
mil adolescentes do Rio Grande do Sul: 50,9% deles, com e sem comorbidades, já
receberam pelo menos uma dose, enquanto 1,5% conta também com a segunda e está com
a imunização completa, conforme o Painel de Acompanhamento Vacinal da Secretaria da
Saúde.

O Estado vacina desde 23 de julho os jovens de 12 a 17 anos, tendo começado por aqueles
que têm alguma comorbidade e, portanto, mais riscos no caso de contrair a doença. Em 13
de setembro, passou a ser feita também a imunização dos adolescentes sem comorbidades.

"Desde que começou a vacinação eu esperava a minha vez", disse a estudante Isadora dos
Santos Vianna, 12 anos, vacinada no dia 24 de setembro, revelando que receber a primeira
dose foi motivo de emoção. "Achava que, pela minha idade, podia demorar. Agora já estou na
expectativa pela segunda dose."

Na vacinação em geral, 68,6% da população adulta está totalmente imunizada: 5,8 milhões
de pessoas receberam a segunda dose e 301,6 mil a dose única da vacina da Janssen. No
total, 8,39 milhões de pessoas, o equivalente a 92,9% da população acima dos 18 anos,
receberam pelo menos a primeira dose.

Desde meados de setembro, a dose de reforço já foi aplicada a 185,5 mil pessoas (idosos,
imunossuprimidos, profissionais de saúde e funcionários de hospitais). Adotada em vários
países, a terceira dose busca elevar a proteção desses grupos e evitar o avanço da variante
delta, mais contagiosa.

Com o avanço da vacinação, o Estado registra um recuo da epidemia nos últimos meses. A
média móvel de casos confirmados na última segunda-feira (11/10), com 464, foi a menor
desde 4 de junho do ano passado. ...

Distribuição de doses de reforço de vacina para profissionais da saúde


A Secretaria da Saúde (SES) definiu, na manhã desta quinta-feira (30/9), que na próxima
semana entregará aos municípios doses de vacinas contra Covid-19 para reforço da
imunização de profissionais da saúde e de pessoas acima de 60 anos. Está prevista,
inicialmente, a distribuição de 270 mil doses de Pfizer para esses dois grupos, o que engloba
todos que fizeram a segunda dose até 31 de março. Essas aplicações extras devem ser feitas
seis meses após a segunda dose ou dose única.

O acordo foi fechado em reunião virtual da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), com a
pactuação junto ao Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul
(Cosems/RS). Os lotes têm previsão de chegada a Porto Alegre na sexta-feira (1/10), às
17h55 (162.050 doses de Astrazeneca) e no sábado (2/10), às 14h (152.450 doses da Pfizer)
e às 14h35 (117.810 doses de Pfizer).

Somando às demais doses previstas para primeira e segunda doses de Pfizer, Astrazeneca
(Fiocruz) e Coronavac (Butantan), serão ao todo cerca de 940 mil doses a serem distribuídas
pelo Estado aos municípios na próxima semana. As quantidades ainda podem ser ajustadas
antes do envio, assim como redefinidas as doses por município.

Doses com previsão de envio na próxima semana e orientação de utilização pela SES:

Doses de reforço (Pfizer)

69.030 para pessoas com 60 anos ou mais que fizeram segunda dose até 31/3
201.240 para trabalhadores da saúde que fizeram segunda dose até 31/3
Primeiras doses (Pfizer)

28.080 para a vacinação dos adolescentes de 12 a 17 anos (idade pode variar conforme
disponibilidade do município)
Segundas doses

92.052 de Coronavac (quatro semanas após a primeira)
310.270 de Astrazeneca (10 semanas após a primeira)
248.040 de Pfizer (oito semanas após a primeira)
Profissionais da saúde

O ordenamento para a vacinação extra dos profissionais da saúde seguirá o fechamento do
prazo de seis meses da segunda dose ou dose única. Para as primeiras doses, iniciadas em
janeiro, foi feito uma sequência que começou com os trabalhadores da linha de frente (de
UTI e emergências, por exemplo) e que aos poucos foi ampliada.

As orientações específicas para essa dose de reforço foram publicadas pelo Ministério da
Saúde na Nota Técnica 47/2021, elencando todos os trabalhadores que se enquadram nesse
grupo. São citados desde os trabalhadores da assistência, vigilância e gestão, assim como os
agentes de combate a endemias e apoio (recepcionistas, seguranças, trabalhadores da
limpeza, cozinheiros, motoristas de ambulâncias, gestores e outros).

Também estão listados os trabalhadores que atuam em cuidados domiciliares, por exemplo,
cuidadores de idosos, doulas e parteiras. Além disso, incluem-se os familiares diretamente
responsáveis pelo cuidado de indivíduos gravemente enfermos ou com deficiência
permanente que impossibilite o autocuidado (apenas o familiar diretamente responsável pelo
cuidado).

Até esta quinta-feira (30/9), o Rio Grande do Sul já teve 626 mil pessoas desse grupo
vacinadas com ao menos uma dose (620 mil com primeira dose e 6,5 mil com dose única),
sendo que 570 mil já tem esquema completo (564 mil com duas doses e 6,5 mil com dose
única).

Cerca de 3,2 mil trabalhadores da saúde já receberam a dose de reforço. Nesse número
podem estar incluídos aqueles com mais de 70 anos ou com alguma doença imunológica,
para os quais essa dose extra já tinha sido aberta há algumas semanas. ...




Edição n° 220 - Outubro 2021

Selecionar Edição
  • Edição n° 222
  • Edição n° 221
  • Edição n° 220





  • Av. Roque J. O. Giacomelli, nº 542, Pq. Eldorado - Eldorado do Sul - Fone (51) 3481 1821