Eldorado do Sul, Guaíba e Região Carbonífera, 09 de Agosto de 2020. Página Inicial | Contato
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Edicão n° 205 de JULHO 2020


SAúDE

É falsa a notícia envolvendo mudança nos processos seletivos de Residência Médica


A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) alerta que é falsa a notícia divulgada
nas redes sociais e aplicativos de mensagens relacionando uma suposta Nota Técnica do
Ministério da Educação. O documento inverídico orienta Comissões Estaduais de Residência
Médica (CEREM) e Comissões de Residência Médica (COREME) para não admitirem
candidatos que não concluíram sua formação médica de forma integral e de acordo com a
carga horária proposta no projeto pedagógico do curso. Segundo o coordenador do Prova
AMRIGS, Antônio Carlos Weston, não existe nenhuma determinação da Comissão Nacional
de Residência Médica, fato que foi validado pela AMRIGS com a presidente da Comissão
Estadual de Residência Médica, Tânia Resener.

A Prova AMB/AMRIGS 2020, avaliação nacional para programas de Residência Médica está
confirmada em calendário a ser confirmado. A comissão organizadora debate a melhor data
para aplicação da prova, estando sujeita a alterações e houver um agravamento ou piora
das condições sanitária. Mais informações serão divulgadas em breve juntamente com o
edital que estará disponível em www.amrigs.org.br/exame. Informações adicionais podem
ser obtidas através do email exame@amrigs.org.br ou pelo telefone (51) 3014 2016.


Fonte: PlayPress ...

Medo da COVID-19 provoca queda em diagnósticos de câncer e pode gerar onda de mortes devido à demora no tratamento


As projeções vêm da Europa, mas podem se repetir aqui no Brasil. Na Inglaterra existe
uma estimativa do aumento de mortes de pacientes com novos diagnósticos de câncer
aumentem em até 20% nos próximos 12 meses. São mais de seis mil pacientes. A causa
é o medo que leva a atrasos na procura por exames de diagnóstico e também no
abandono dos tratamentos em andamento.

Para chegar nessas estimativas, um estudo da University College London analisou dados
de oito hospitais e detectou redução de 76% nos encaminhamentos urgentes de pessoas
com suspeita de câncer e diminuição de 60% nos agendamentos de quimioterapia. Por
aqui, a baixa procura por consultas e exames de diagnóstico repete o cenário
preocupante.

No Hospital Moinhos de Vento, a situação mais crítica é a percebida no Serviço de
Mastologia. A queda chega a 80% em exames de diagnóstico e em cirurgias para
retirada de tumores. “O medo do novo coronavírus pode aumentar as taxas de
mortalidade por câncer. As pessoas que não estão fazendo os exames de rastreamento
podem descobrir um tumor quando as chances de tratamento e cura são menores. Além
disso, no sistema público, podemos ter um colapso pela alta demanda de pacientes
oncológicos com diagnóstico tardio e, com isso, mais dificuldade para tratá-los”, explica
a chefe do Serviço de Mastologia da instituição, Maira Caleffi. “Estamos trabalhando sob
todos os cuidados e as pacientes estão sendo operadas em prazos rápidos e em áreas
muito seguras”, completa.



Epidemia de câncer

Os procedimentos de biópsia para identificação de tumores tiveram queda de até 50%
de março a junho deste ano em comparação com 2019, os quatro meses seguintes à
confirmação do primeiro caso de COVID-19 no estado. A diminuição do movimento no
Centro de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento também chama a atenção. O número
de novos pacientes iniciando tratamentos com radioterapia foi 20% menor no período. A
média diária de sessões chegou a reduzir pela metade em alguns momentos.

O chefe do Serviço de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento, Sérgio Roithmann, alerta
para o risco de uma “epidemia” de câncer em estágios mais avançados, no futuro.
“Evoluímos muito na última década com novas tecnologias que nos permitem tratar o
câncer de forma mais eficaz e menos dolorosa. Temos cirurgia conservadora, robótica,
radioterapia de precisão, drogas alvo, imunoterapia e as possibilidades de cura com
menos sequelas. Mas o diagnóstico precoce é o que salva vidas de dois em cada três
casos. O efeito dessa redução dos diagnósticos e dos atraso no início e até interrupção
dos tratamentos pode fazer com que as chances de sucesso das terapias sejam
limitadas”, ressalta.



Ambiente mais seguro e fluxos individualizados

A oncologista Daniela Rosa destaca que o receio dos pacientes que deixaram de
procurar os hospitais demonstra falta de informação. “Os protocolos e rotinas adotados
devido ao risco de contaminação tornou algumas áreas ainda mais seguras. A instituição
possui fluxo individualizado para atender pacientes com sintomas respiratórios para
prevenir infecções de pessoas com outros problemas de saúde. Com a suspensão de
procedimentos eletivos e medidas que limitam a circulação, está até mais fácil e mais
rápido realizar qualquer exame e consulta”, pontua a médica do Serviço de Oncologia.

...

Secretaria da Saúde apresenta Projeto Testar RS para municípios


A Secretaria da Saúde (SES) realizou nesta terça-feira (7/7) uma videoconferência a fim
de apresentar o projeto Testar RS para secretários municipais de Saúde, com a presença
do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems) e das Coordenadorias
Regionais de Saúde (CRSs).

A estratégia resulta da adesão da SES ao programa Todos pela Saúde e divide-se em
duas etapas. A primeira está prevista para começar ainda no mês de julho com a
ampliação da testagem da Covid-19 por meio do exame RT-PCR, que detecta a presença
do vírus no organismo. A meta é chegar a mais 3 mil exames diários na segunda etapa,
entre agosto e setembro.

Conforme a secretária-adjunta da Saúde, Aglaé Regina da Silva, que coordena o projeto
no Estado, “precisamos aumentar a testagem no Rio Grande do Sul, e o programa Todos
pela Saúde entendeu que, pelo desempenho do modelo adotado pelo Estado com o
programa de Distanciamento Controlado, o Rio Grande do Sul seja um bom caso para
implementar este novo projeto”.

Aglaé lembrou que a SES já conta com o apoio do programa Todos pela Saúde, que
doou cinco respiradores e equipamentos de proteção individual (EPIs). “Atualmente, são
feitos mais de 600 testes diários, e a ideia é irmos aumentando gradativamente, o que
depende da organização dos municípios em torno deste projeto”, ressaltou.

A chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica, Tani Ranieri, informou que o Laboratório
Central do Estado (Lacen) está sendo preparado com uma nova central de coletas para
receber, selecionar e embalar as amostras que chegarão em um maior número. “Já
contamos com novas cabines de segurança biológica e novas câmaras frias para os
materiais coletados”, disse. As amostras devem ser enviadas diariamente para um
laboratório no Paraná ou em São Paulo para a realização dos testes.

Serão utilizados inicialmente 20 mil kits de coleta (para um volume de mil exames
diários) e, na segunda etapa, 180 mil kits de coleta (para 3 mil exames diários). Os
municípios deverão participar do projeto com a implementação de centrais de coleta,
com equipes treinadas para extrair as amostras e registrar os casos nos sistemas
utilizados pelas vigilâncias em saúde, além de cuidar do estoque de insumos e organizar
a logística de recolhimento e transporte dos exames até o Lacen, sempre com o apoio
das coordenadorias.

ETAPAS E GRUPOS DE TESTAGEM

Primeira etapa

1º grupo de testagem: todos os trabalhadores e residentes de instituição de longa
permanência para idosos (ILPIs), sintomáticos ou assintomáticos, a partir da
confirmação do primeiro caso.

2º grupo de testagem: todos os trabalhadores de estabelecimentos de saúde,
sintomáticos ou assintomáticos, a partir da confirmação de algum caso, incluindo
contactantes.

3º grupo de testagem: todas as pessoas que apresentarem sintomas de síndrome gripal
(febre, tosse, coriza, sintomas respiratórios, dores musculares, perda do paladar ou
olfato) residentes nos 30 municípios prioritários.

Segunda etapa

4º grupo de testagem: todas as pessoas que apresentarem sintomas de síndrome gripal
(febre, tosse, coriza, sintomas respiratórios, dores musculares, perda do paladar ou
olfato) residentes nas outras regiões do Estado e contactantes próximos dos casos
confirmados de Covid-19 rastreados por meio do aplicativo Dados do Bem.

Lista dos 30 municípios prioritários

• Alvorada
• Bento Gonçalves
• Cachoeirinha
• Campo Bom
• Canoas
• Carazinho
• Caxias do Sul
• Charqueadas
• Cruz Alta
• Erechim
• Estância Velha
• Esteio
• Farroupilha
• Ijuí
• Lajeado
• Marau
• Montenegro
• Novo Hamburgo
• Osório
• Passo Fundo
• Porto Alegre
• Santa Maria
• Santana do Livramento
• Santiago
• Santo Ângelo
• São Gabriel
• São Leopoldo
• Sapucaia do Sul
• Vacaria
• Venâncio Aires
...

Faculdade Moinhos promove debate sobre farmácia hospitalar em tempos de COVID-19


Hidroxicloroquina, dexametasona, azitromicina, remdesivir, favipiravir: expressões
constantes nas notícias, redes sociais e até nas conversas de família do mundo inteiro.
Esses medicamentos badalados em tempos de pandemia, pela popularidade que
adquiriram, vêm dando muito trabalho aos profissionais da saúde.

A prescrição dos tratamentos para COVID-19 é feita pelos médicos e avaliada dentro dos
hospitais por uma equipe multidisciplinar. São os farmacêuticos que acompanham a
indicação das terapias, melhor forma de administração dos medicamentos, interações,
resultados de exames e controlam estoques. Para tratar do tema “A Farmácia Hospitalar
em tempos de COVID-19”, a Faculdade de Ciências da Saúde do Hospital Moinhos de
Vento promove na próxima terça-feira (7) um debate online com especialistas que irão
apresentar o que mudou nas farmácias de dois grandes hospitais de Porto Alegre.

Em um momento em que os profissionais da saúde estão aprendendo em tempo real
com a doença, as rotinas se tornaram ainda mais desafiadoras. É preciso adequar as
reservas e redesenhar todos fluxos de atendimento para garantir o tratamento dos
pacientes infectados. A coordenadora do Serviço de Farmácia do Hospital Moinhos de
Vento, Bianca Gubert Borges, vai moderar a live Moinhos Educa, que terá a participação
da liderança assistencial da Farmácia da Oncologia, Sabrina Tasca, e a farmacêutica
clínica da CTI Adulto, Giselle Calovi Pratini. A convidada é a chefe do Serviço de
Farmácia do Hospital de Clínicas, Thalita Jacoby.

O evento começa às 19 horas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site da
instituição.



Moinhos Educa – A série de eventos de capacitação online que está sendo lançada pela
Faculdade de Ciências da Saúde Moinhos de Vento busca discutir temas técnico-
científicos da área da saúde e apresentar as melhores práticas assistenciais do próprio
hospital e de instituições parceiras. O Moinhos Educa reúne, a cada 15 dias, profissionais
que atuam no cuidado com o paciente e na linha de frente do atendimento médico-
assistencial: enfermagem, farmácia, fisioterapia, gestão, medicina, nutrição e psicologia.
Os encontros acontecerão sempre às terças-feiras. As inscrições são gratuitas.

...

Rio Grande do Sul atinge meta da Campanha de Vacinação Contra a Gripe


O Estado atingiu a meta de cobertura de 90% do público-alvo geral da Campanha
Nacional de Vacinação da Influenza neste ano. Oficialmente, a campanha se encerrou na
terça-feira (30/6), conforme diretriz do Ministério da Saúde. A orientação da secretária
estadual da Saúde, Arita Bergmann, é que os municípios sigam fazendo busca ativa nos
grupos prioritários que ainda não atingiram a meta. “Para os municípios que atingiram a
meta e ainda tenham doses da vacina, a recomendação é abrir para os outros grupos da
população", recomenda.

A chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica, Tani Ranieri, esclarece que “o
percentual de 90% não foi atingido de forma homogênea, considerando-se a distribuição
entre os grupos prioritários e entre os municípios.

A cobertura vacinal foi atingida no grupo dos trabalhadores de saúde (112,88%), dos
povos indígenas (103,24%) e dos idosos (116,50%). “Mas em alguns grupos a
vacinação ficou bem abaixo do esperado, como para as crianças (60,84%), gestantes
(57,3%), adultos de 55 a 59 anos (54%) e puérperas (62,83%)”, pontua Tani. “Para
vencermos este desafio, contamos com o apoio e o compromisso de todos os
envolvidos.”

A enfermeira do Núcleo Estadual de Imunizações do Centro Estadual de Vigilância em
Saúde (Cevs), Eliese Denardi Cesar, diz que as pessoas nos grupos de risco são mais
vulneráveis a complicações decorrentes da gripe. A vacina diminui as internações pela
doença e, portanto, evita sobrecarga de atendimentos em tempos de epidemia da Covid-
19.

Confira aqui o relatório da aplicação de doses.

PÚBLICOS-ALVOS
Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe neste ano

• Pessoas de 60 anos ou mais
• Trabalhadores da saúde
• Profissionais das forças de segurança e salvamento
• Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais
• Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas
• População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional
• Caminhoneiros
• Motoristas e cobradores de transporte coletivo
• Portuários
• Povos indígenas
• Crianças de 6 meses a menores de 6 anos
• Pessoas com deficiência, gestantes e puérperas até 45 dias
• Adultos de 55 a 59 anos
• Professores de escolas públicas e privadas

Cobertura vacinal da gripe no Rio Grande do Sul neste ano

• Todos públicos-alvo: 90%
• Trabalhadores de saúde: 112,88%
• Povos indígenas: 103,24%
• Idosos: 116,5%
• Crianças: 60,84%
• Gestantes: 57,3%
• Adultos de 55 a 59 anos: 54%
• Puérperas: 62,83% ...




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