Eldorado do Sul, Guaíba e Região Carbonífera, 25 de Setembro de 2020. Página Inicial | Contato
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Edicão n° 204 de Junho 2020


SAúDE

Estado finaliza repasse dos recursos emergenciais aos hospitais filantrópicos gaúchos


O governo do Estado realiza nesta sexta-feira (19) a última etapa dos repasses
emergenciais às santas casas e aos hospitais filantrópicos gaúchos sob gestão estadual,
referentes à Lei 13.995 e à Portaria do Ministério da Saúde 1.448, no valor de R$ 20,5
milhões, para as 39 instituições que faltavam receber os recursos.

“Estamos demonstrando a importância do trabalho do serviço público, fortalecendo a
rede assistencial à saúde da população e realizando entregas concretas. Hoje é um dia
de celebração e gratidão”, disse a secretária da Saúde, Arita Bergmann, na
videoconferência que marcou a assinatura dos contratos que liberam os recursos a esses
hospitais. “Estamos felizes em conseguir dar uma resposta rápida e garantir que o
dinheiro esteja lá na ponta em tempo hábil para a manutenção da prestação de serviços
à população nestes tempos de pandemia”, completou.

Os recursos da Lei 13.995 são provenientes do Ministério da Saúde e foram divididos em
duas parcelas, para auxiliar os hospitais filantrópicos que atendem por meio do Sistema
Único de Saúde (SUS) no combate à epidemia da Covid-19.

O Rio Grande do Sul foi contemplado com R$ 224 milhões para 235 hospitais, entre
instituições sob gestão estadual e municipal. “O nosso trabalho não é apenas repassar o
dinheiro, mas realizar todos os trâmites jurídicos que garantam transparência nesse
processo. Trabalhamos incessantemente nesses últimos dias para fazer tudo dar certo”,
explicou a secretária-adjunta, Aglaé Regina da Silva.

A verba poderá ser aplicada na aquisição de medicamentos, suprimentos, insumos,
produtos e equipamentos hospitalares. Também é possível utilizá-la em pequenas
reformas e adaptações físicas para aumento da oferta de leitos de terapia intensiva e na
contratação e no pagamento dos profissionais de saúde necessários para atender à
demanda adicional.

A representante da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Rio Grande
do Sul, Cristiane Paim, agradeceu a parceria entre a entidade e a Secretaria Estadual da
Saúde (SES). “Somos o primeiro Estado brasileiro a liberar a verba desta lei. Estamos
realizando novas façanhas e servindo de exemplo ao país”, afirmou Cristiane.

“Agradecemos que os hospitais pequenos do interior também estão recebendo este
recurso tão importante nesse momento”, disse a coordenadora da 19ª Coordenadoria
Regional da Saúde (CRS), Marly Vendrusculo. O prefeito de Santo Antônio da Patrulha,
Daiçon Maciel da Silva, lembrou a dificuldade que é ser gestor público durante uma
pandemia, mas também acrescentou que é uma satisfação fazer parte desta batalha
junto a equipes competentes no governo do Estado.

Critérios de rateio

A primeira parcela foi distribuída entre os hospitais que constam no Plano de
Contingência Estadual e as instituições localizadas em municípios que têm presídio. A
segunda parcela foi distribuída levando em conta critérios epidemiológicos do avanço da
doença, o número de leitos de cada hospital filantrópico que atende por meio do SUS e
os valores da produção dos serviços ambulatoriais e hospitalares de média e alta
complexidade (MAC) realizados por eles em 2019. Também foram incluídos hospitais
que não receberam recursos da primeira parcela.

Divisão dos recursos entre os hospitais gaúchos:

Total de repasses para o RS
R$ 224 milhões para 235 hospitais

1ª parcela
R$ 49,4 milhões para 108 hospitais, divididos em:
• R$ 22,8 milhões para 60 hospitais sob gestão estadual
• R$ 26,6 milhões para 48 hospitais sob gestão municipal

2ª parcela
R$ 175,4 milhões para 235 hospitais, divididos em:
• R$ 82,5 milhões para 77 hospitais sob gestão municipal
• R$ 92,9 milhões para 158 hospitais sob gestão estadual

Dos R$ 92,9 milhões da 2ª parcela:
• 54 hospitais receberam R$ 35,8 milhões no dia 15/6
• 65 hospitais receberam R$ 36,6 milhões no dia 17/6
• 39 hospitais receberam R$ 20,5 milhões no dia 19/6

Complemento do Teto MAC

Também nesta sexta-feira (19/6), o governo do Estado pagou R$ 16 milhões para
hospitais, clínicas e laboratórios do Estado, relativos a um complemento com recursos
estaduais ao Teto de Média e Alta Complexidade (MAC) pagos pelo Ministério da Saúde.

A verba é destinada a custeio de procedimentos ambulatoriais e hospitalares nos
serviços de média e alta complexidade por meio do SUS. São beneficiadas mais de 200
instituições que têm contratos com o governo. Com essa medida, fica mantida a
regularidade nos repasses do exercício de 2020. ...

Central de Transplantes inclui teste RT-PCR na validação de doadores durante a pandemia de Covid-19


A Central Estadual de Transplantes incluiu testes RT-PCR, destinados à detecção de
coronavírus, no processo de validação de doadores de órgãos para transplantes e
intensificou o trabalho das suas equipes durante a pandemia de Covid-19.

A coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Sandra Lúcia Coccaro de Souza,
explica que o exame RT-PCR é necessário para realização do procedimento. “A
comprovação do resultado do teste é fundamental”, ressalta. Segundo ela, a coleta de
amostras ocorre em ambiente hospitalar, em doadores falecidos e em receptores
internados junto às equipes de transplantes.

No Rio Grande do Sul, os testes são feitos pelo Laboratório Central do Estado (Lacen),
por laboratórios particulares e em laboratórios de hospitais, como o Hospital de Clínicas
de Porto Alegre e a Santa Casa de Misericórdia. Tanto o doador como o receptor têm
prioridade no diagnóstico da testagem. “Cabe lembrar que os resultados podem levar de
24 a 48 horas, é uma corrida contra o tempo, e se o resultado do teste retarda, pode-se
perder um potencial doador”, explica Sandra.

Neste período de crise sanitária, o Rio Grande do Sul apresentou queda no número de
transplantes realizados. Conforme os registros da Central de Transplantes, foram
realizados 63 transplantes em março, 39 em abril e 21 em maio, demonstrando o
impacto que o coronavírus trouxe.

Sandra salienta que esses resultados são muito preliminares, considerando que
transcorreram três meses de pandemia. Segundo ela, a queda ocorreu devido à
detecção de casos confirmados de Covid-19, o que inviabilizou a validação de doadores.
Além da presença do coronavírus, também existem outras contraindicações absolutas
para prosseguir a validação do doador, tais como septicemias, neoplasias e HIV.

“Os números de transplantes podem diminuir por uma série de variáveis, tais como
diminuição das notificações de morte encefálica, diminuição na efetivação dos doadores,
alterações referentes à logística local e modificações nas diversas equipes
transplantadoras, em caráter não permanente”, avalia.

A coordenadora lembra que, neste segmento da saúde, o tratamento é voltado para
situações de extrema gravidade, para doentes crônicos com comorbidades que
requerem uma atenção extremamente específica. Somado a isso, está o desafio de
encontrar doadores compatíveis com o receptor, a possibilidade de rejeição após o
transplante e as dificuldades da sobrevida destes pacientes.

Na opinião de Sandra, os critérios de efetivação dos doadores devem ser criteriosamente
avaliados pela mesa reguladora da Central de Transplantes. “A pandemia de Covid19
veio aumentar de sobremaneira os cuidados para com o doador e sua validação às
equipes transplantadoras que realizam o procedimento", conclui. ...

Rio Grande do Sul recebe 130 novos respiradores do Ministério da Saúde


O Rio Grande do Sul receberá, a partir da próxima semana, 130 novos respiradores do
Ministério da Saúde. Os equipamentos são fundamentais no enfrentamento à Covid-19,
porque ajudam pacientes que não conseguem respirar sozinhos e seu uso é indicado nos
casos graves da doença.

“Apesar das turbulências e trocas de comando, o Ministério da Saúde tem apoiado de
forma significativa e dedicada com estruturação, habilitação de leitos e repasses de
recursos. Agora, com o envio desses equipamentos tão importantes, que vão reforçar
ainda mais a nossa rede hospitalar, não podemos deixar de salientar esse suporte e
agradecer”, destacou o governador Eduardo Leite na atualização virtual feita nesta
quinta-feira (11/6).

Do total, 80 são do modelo “beira leito”, usados nas unidades de tratamento intensivo
(UTIs), e outros 50 são de “transporte”, que ajudam na manutenção da vida do paciente
até ele ser transferido para outro respirador. A Secretaria da Saúde (SES) está definindo
a distribuição desses equipamentos aos municípios e hospitais, e o governo anunciará a
decisão nos próximos dias.

“Era um pedido que tínhamos feito ao Ministério da Saúde no final de março, pois
sabíamos que precisaríamos de respiradores para abrir novos leitos de UTI e estávamos
aguardando, sabendo de toda a dificuldade que há no mundo para adquirir os
equipamentos. Por isso, a confirmação desse envio foi muito comemorada, porque
ampliará nossa capacidade ainda mais e deixará nossa rede ainda mais estruturada”,
ressaltou a diretora do Departamento de Assistência Ambulatorial e Hospitalar da SES,
Lisiane Wasem Fagundes. ...

CEHM-RS e Sociedades de Especialidades posicionam-se contra redução de honorários na telemedicina


A Comissão Estadual de Honorários Médicos do Rio Grande do Sul (CEHM-RS), formada
por representantes da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), Conselho
Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (CREMERS) e Sindicato Médico do Rio Grande
do Sul (SIMERS), promoveu, na quarta-feira (27/05), uma reunião online com os
representantes das Sociedades de Especialidades para debater a redução dos honorários
médicos e telemedicina.

Durante a conferência, a Comissão apresentou o resultado da pesquisa realizada para
analisar o impacto da pandemia de COVID-19 no trabalho do médico. Cerca de 1.480
profissionais responderam o questionário em um período de dois dias.

Concluiu-se que todas as especialidades foram afetadas pelo cenário de coronavírus. O
estudo apontou que o consultório é o local de maior atuação do médico (41%) e que
36% atuam em hospitais. O desejo dos profissionais é continuar trabalhando, portanto,
a telemedicina é uma excelente alternativa para atendimento, mas se for normatizada
da forma correta, pois o valor dos honorários atualmente é menor através deste método
de consulta - 50% perceberam queda no seu rendimento após o início da pandemia no
estado. Logo, foi constatado que a telemedicina é um fator de achatamento de
remunerações médicas.

Os representantes das Sociedades relataram suas experiências com as operadoras da
saúde. A classe médica reivindica que o valor das teleconsultas seja o mesmo das
consultas presenciais, além de melhor flexibilidade para agendamentos e disponibilidade
de informações do paciente atendido ao médico. Através desses relatos e do resultado
da pesquisa, o grupo formado pela CEHM-RS e pelas Sociedades de Especialidades
formatará uma carta de posicionamento contrária à redução de honorários médicos que
será enviada às operadoras de saúde.

Fonte: PlayPress ...

No Dia Mundial sem Tabaco, um alerta sobre riscos da Covid-19 em fumantes


As atividades deste ano do Dia Mundial sem Tabaco, 31 de maio, são alusivas ao risco
que os fumantes correm durante a pandemia de coronavírus, devido à maior
probabilidade de contaminação e agravamento da Covid-19. A data é referência na área
da saúde de controle do tabaco e seus derivados e foi instituída pela Organização
Mundial da Saúde (OMS) em 1987, para alertar sobre as doenças e mortes evitáveis
relacionadas ao tabagismo. Nesta edição, o tema é "Tabagismo e risco potencial para
Covid-19".

De acordo com a coordenadora do Programa Estadual de Controle do Tabagismo,
Andréia Volkmer, “os fumantes possuem mais chances de serem contaminados pelo
coronavírus e de desenvolverem a Covid-19 de forma mais grave". Ela destaca que é
importante as pessoas ficarem atentas para o fato de que fumar gera mais riscos de
transmissão viral nesses tempos de pandemia.

Andréia explica que, mesmo com o distanciamento social, o programa busca garantir
que as orientações terapêuticas realizadas em grupo ou individualmente nas Unidades
Básicas de Saúde (UBSs) dos municípios continuem chegando aos pacientes pela
internet ou por telefone, garantindo também o acesso ao tratamento com medicamentos
utilizados nessa área.

No Rio Grande do Sul, o programa, que é vinculado ao Centro Estadual de Vigilância em
Saúde (Cevs), da Secretaria da Saúde (SES), está implantado em 321 municípios e, em
2019, atendeu 6.309 pacientes. "Incentivamos as pessoas a pararem de fumar e
buscamos desestimular jovens à iniciação do consumo de cigarros e derivados", afirma a
coordenadora.

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) publicou uma nota técnica orientadora sobre o
tabagismo e o risco potencial para Covid-19 na qual reafirma que os fumantes são mais
vulneráveis à infecção. Um dos trechos do documento diz: “O ato de fumar proporciona
constante contato dos dedos (e possivelmente de cigarros contaminados) com os lábios,
aumentando a possibilidade da transmissão do vírus para a boca. O uso de produtos que
envolvem compartilhamento de bocais para inalar a fumaça - como narguilé (cachimbo d
´água) e dispositivos eletrônicos para fumar (cigarros eletrônicos e cigarros de tabaco
aquecido) - também facilitam a transmissão do coronavírus entre seus usuários e para a
comunidade".

O documento do Inca ainda diz: "O tabaco causa diferentes tipos de inflamação e
prejudica os mecanismos de defesa do organismo. Por esses motivos, os fumantes têm
maior risco de infecções por vírus, bactérias e fungos. Os fumantes são acometidos com
maior frequência de infecções como sinusites, traqueobronquites, pneumonias e
tuberculose. Por isso, é possível dizer que o tabagismo é fator de risco para a Covid-19 e
que é um agravante da doença devido a um possível comprometimento da capacidade
pulmonar. Sendo assim, o fumante possui mais chances de desenvolver sintomas graves
da doença”.

Distanciamento social e tabagismo

Conforme o documento do Inca, o distanciamento social, uma das medidas de contenção
de contágio pelo coronavírus, pode causar estresse e angústia a algumas pessoas. Para
um tabagista, o uso de produtos de tabaco pode funcionar como uma “válvula de
escape”. Portanto, mesmo com os riscos da relação entre tabagismo e Covid-19, os
fumantes podem manter ou até mesmo aumentar o consumo desses itens.

Esse momento também pode ser de estímulo para o cuidado com saúde, incluindo a
cessação do tabagismo. Isso porque, ao deixar de fumar, são observados benefícios
imediatos: após 12 a 24 horas sem fumar, os pulmões dos fumantes já funcionarão
melhor. Além de uma série de medidas como evitar aglomerações, lavar as mãos com
água e sabonete ou usar álcool gel para higienizá-las, não compartilhar objetos pessoais
e manter ambientes bem ventilados para prevenir o contágio pelo coronavírus, é muito
importante parar de fumar.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, o tabagismo aumenta o
risco de complicações causadas por dezenas de doenças, em especial, as
cardiovasculares isquêmicas, infarto do miocárdio e derrame cerebral, doenças
respiratórias (bronquite e enfisema) e diversos tipos de câncer.

Diversas pesquisas identificaram que entre os pacientes com pneumonia por Covid-19,
as chances de progressão para formas mais graves da doença, com insuficiência
respiratória e morte, foram significativamente maiores em fumantes do que entre não
fumantes.

Nicotina

Os produtos derivados do tabaco têm como princípio ativo a nicotina, que causa
dependência física e psíquica. Ela é uma droga psicoativa que atua no cérebro na função
cognitiva, incluindo memória, atenção seletiva e processamento emocional. Além de
estimulante, a nicotina reduz o apetite, aumenta o batimento cardíaco, a pressão
arterial, a frequência respiratória e a atividade motora.

A nicotina provoca vasoconstrição periférica e aumento da resistência vascular
periférica, tendo efeito negativo sobre o sistema cardiovascular e papel relevante no
desenvolvimento de hipertensão arterial, justamente as doenças que estão identificadas
nos grupos de maior risco de complicações e desfechos desfavoráveis da Covid-19. ...




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