Eldorado do Sul, Guaíba e Região Carbonífera, 15 de Novembro de 2019. Página Inicial | Contato
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Edicão n° 195 de Setembro de 2019


SAúDE

Secretaria institui comitê para monitorar riscos à saúde pública no Estado


Um comitê para facilitar a tomada de ações de monitoramento e resposta em situações que
podem constituir potencial ameaça – como surtos e epidemias, doenças de causa
desconhecida, alteração no padrão de doenças conhecidas, levando em conta a disseminação,
gravidade e vulnerabilidade desses agravos – será formado pela Secretaria da Saúde.

A secretária Arita Bergmann assinou nesta quarta-feira (25/9) uma portaria para a instituição
do Comitê de Avaliação e Monitoramento dos Eventos de Saúde Pública. A dengue, o sarampo
e a febre amarela são exemplos de assuntos que podem vir a receber atenção do grupo,
variando conforme o momento do ano e da situação das doenças no Estado ou país.

A coordenação é do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) e a sua composição conta
ainda com representantes do Laboratório Central do Estado (Lacen), de outras áreas da SES
(departamentos de Ações em Saúde, Assistência Hospitalar e Ambulatorial, Regulação
Estadual, assessorias de Planejamento e Comunicação Social). Também participam a Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Secretaria de Saúde de Porto Alegre e Conselho das
Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems-RS). O comando geral será da
secretária Arita Bergmann, quando estiver presente ou sediar uma reunião.

De acordo com a situação epidemiológica, o comitê pode vir a convidar técnicos e gestores de
outras áreas dos governos municipais, estadual e federal, de instituições e entidades técnico-
científicas relacionadas com o assunto ou mesmo profissionais especializados para atuarem
como apoio técnico.

Enfrentamento ao Aedes

A assinatura da portaria pela secretária ocorreu durante reunião de avaliação da situação do
Aedes aegypti no RS. O mosquito é o transmissor da dengue, zika e chikungunya. Para a
atividade, o Cevs convidou os 112 municípios do Estado que tiveram caso autóctone de
dengue confirmado em 2019 ou que estão com índice de infestação predial do inseto no nível
de risco (acima de 3,9% dos imóveis vistoriados com a presença de criadouros com larvas do
mosquito).

A atividade, realizada em Porto Alegre, apresentou as perspectivas da dengue, zika e
chikungunya para o próximo período de sazonalidade, que se inicia com a chegada do verão e
vai até maio. Durante o evento foram ainda discutidas estratégias de controle do mosquito,
assim como a relação com a Atenção Básica e capacitações de equipes.

O Rio Grande do Sul registrou neste ano 1.281 casos de dengue, dos quais 1.072 deles
autóctones, ou seja, com a transmissão dentro do Estado. Zika e chikungunya também
tiveram um caso autóctone cada confirmado no RS.

Texto: Ascom SES ...

Médicos alertam para riscos em procedimentos estéticos feitos com profissionais não habilitados


A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), com o apoio do Conselho Federal de Medicina
(CFM), divulgou nesta terça-feira (24), um importante alerta à população em defesa da vida,
saúde e bem-estar. O motivo do comunicado público é a preocupação com a proliferação
alarmante da oferta de tratamentos e procedimentos dermatológicos cosmiátricos e invasivos
por profissionais não médicos.

Segundo a SBD, esse processo tem gerado insegurança, com a percepção de aumento de
relatos de dermatologistas sobre atendimentos a pacientes com complicações oriundas de atos
realizados por não médicos. “Nesse sentido, para que sejam reduzidas as chances de efeitos
adversos, é importante que os procedimentos sejam realizados por médicos, em especial os
dermatologistas, que têm conhecimento sobre anatomia, fisiologia e pele, e estão preparados
para agir em situações de urgência e emergência”, destacou a coordenadora do Departamento
de Cosmiatria da entidade, Alessandra Romiti.

Cosmiatria – Conforme disse Taciana Dal’Forno Dini, coordenadora do Departamento de Laser
e Tecnologias da entidade e presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção RS
(SBD-RS), os procedimentos da cosmiatria não são isentos de riscos e podem causar
complicações. Dentre os efeitos adversos possível estão: intoxicações anestésicas, anafilaxia,
alergias, manchas, infecções, cicatrizes permanentes, hematomas, cegueira irreversível e
acidente vascular cerebral, com risco de morte. É o que tem ocorrido com inúmeros pacientes
que têm denunciado os riscos do atendimento feito por não médicos.

Para evitar exposição a estes problemas, a SBD recomenda à população que a indicação e a
realização de procedimentos dermatológicos ou cosmiátricos invasivos sejam conduzidas
apenas por médico, de preferência dermatologista ou cirurgião plástico com título de
especialista reconhecido e registrado junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM).

Conhecimentos – Além disso, entre outros pontos, a Sociedade lembra que qualquer
procedimento dermatológico ou cosmiátrico invasivo exige a aplicação indispensável de
conhecimentos médicos, sobretudo em razão dos riscos e danos (muitas vezes irreparáveis)
que lhe são inerentes. “As complicações decorrentes destes procedimentos devem ser
avaliadas por médicos, o mais precocemente possível, tanto para o correto diagnóstico e
manejo, quanto para a prevenção de sequelas permanentes ou até mesmo da morte”,
ressaltou Egon Daxbacher, diretor da SBD.

Por sua vez o presidente da entidade, Sergio Palma, assinala que, juntamente com outras
entidades médicas, está sendo travada uma batalha na esfera jurídica para suspender normas
administrativas (resoluções) de conselhos de outras categorias profissionais que “promovem
uma invasão de competência de atos legais exclusivos da medicina, que é a única profissão
que tem outorga em lei para realizar procedimentos de caráter invasivo, inclusive no campo
da estética”.

“No Brasil, como Estado Democrático de Direito, a obediência ao que está previsto em leis,
como a do Ato Médico (nº 12.842/2013), é uma regra que deve ser seguida por todos, pois o
desrespeito às normas legais pode gerar um contexto de insegurança, colocando patrimônios,
princípios e até a vida e a saúde em risco”, concluiu.

Alerta dos dermatologistas à população

Riscos de complicações em procedimentos estéticos invasivos realizados por profissionais não
médicos

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) – entidade com 107 anos de história e que
atualmente congrega mais de 9 mil associados - vem a público fazer um alerta à população
em defesa da vida, saúde e bem-estar.

Atualmente, a Dermatologia, dentre as tantas áreas do conhecimento que lhe são pertinentes,
tem em seu escopo de atuação a realização de procedimentos no campo da chamada
cosmiatria, como peelings, preenchimento, bioestimulação, microagulhamento, toxina
botulínica e tratamentos dermatológicos a laser ou por tecnologias.

Ressalte-se que os procedimentos da cosmiatria não são isentos de riscos e podem causar
complicações, como: intoxicações anestésicas, anafilaxia e choque anafilático, alergias,
manchas, infecções, cicatrizes permanentes, hematomas, edema persistente, nódulos
inflamatórios, oclusão arterial aguda seguida de necrose cutânea, cegueira irreversível,
acidente vascular cerebral e embolia pulmonar, com risco de morte.

Nesse sentido, para que ocorra o adequado atendimento e sejam reduzidas de modo
substancial as possibilidades de surgimento desses efeitos adversos, é importante que os
procedimentos sejam realizados por médicos, em especial os dermatologistas, os quais
possuem conhecimento aprofundado sobre anatomia humana, fisiologia e pele, além de
estarem devidamente preparados para agir em situações de urgência e emergência.

Infelizmente, há quadro grave no País. A SBD está preocupada com a proliferação alarmante
da oferta de tratamentos e procedimentos dermatológicos cosmiátricos e invasivos por
profissionais não-médicos. Já se percebe o aumento do número de relatos de dermatologistas
de atendimentos a pacientes com complicações oriundas de atos realizados por não médicos.

Assim, comprometida com o bem-estar individual e coletivo, a SBD orienta a população que:

1) A indicação e a realização de procedimentos dermatológicos ou cosmiátricos invasivos
devem ser conduzidas apenas por médico, de preferência dermatologista ou cirurgião plástico
com título de especialista reconhecido e registrado junto ao Conselho Regional de Medicina
(CRM);

2) Qualquer procedimento dermatológico ou cosmiátrico invasivo exige a aplicação
indispensável de conhecimentos médicos, sobretudo em razão dos riscos e danos (muitas
vezes irreparáveis) que lhe são inerentes;

3) As complicações decorrentes destes procedimentos devem ser avaliadas por médicos, o
mais precocemente possível, tanto para o correto diagnóstico e manejo, quanto para a
prevenção de sequelas permanentes ou até mesmo da morte.

4) Na esfera jurídica, a SBD – juntamente com outras entidades médicas – tem trabalhado
para suspender normas administrativas de conselhos de categorias profissionais que
promovem uma invasão de competência de atos legais exclusivos da medicina, que é a única
profissão que tem outorga em lei para realizar procedimentos de caráter invasivo, inclusive no
campo da estética;

5) No Estado Democrático de Direito, a obediência ao que está previsto em leis, como a do Ato
Médico (nº 12.842/2013), é uma regra que deve ser seguida por todos, pois o desrespeito às
normas legais pode gerar um contexto de insegurança, colocando patrimônios, princípios e até
a vida e a saúde em risco.

Comprometida com a ética, a justiça, a saúde e a vida, a SBD assegura que continuará
trabalhando junto às autoridades competentes para a adoção das medidas cabíveis para a
apuração das condutas que configuram crime de exercício ilegal da medicina.

Fonte: PlayPress ...

Projetos do Hospital Moinhos de Vento incentivam a doação de órgãos


Ao longo do primeiro trimestre de 2019, 33.984 brasileiros aguardavam na lista de espera por
um órgão. Desse total, somente 5.531 conseguiram o transplante – enquanto 806 pacientes
morreram esperando pelo procedimento. Para incentivar a doação e buscar a reversão desse
cenário, o chamado Setembro Verde é um mês dedicado ao tema.

De acordo com especialistas, o maior problema está em obter o consentimento da família no
momento da morte encefálica do potencial doador. Enquanto a taxa de recusa no Brasil é de
42%, o índice é de apenas 13% na Espanha. Esse é um gargalo que o Hospital Moinhos de
Vento busca superar em um projeto que capacita profissionais para atuar nessa hora tão
difícil.

Envolvendo UTIs de 63 hospitais de todo o Brasil, o DONORS – Estratégias para Otimizar a
Assistência aos Potenciais Doadores já qualificou cerca de 1,8 mil profissionais para atuarem
na abordagem e comunicação com familiares de potenciais doadores. A iniciativa é realizada
em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do Programa de Desenvolvimento
Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS).

Líder do projeto, Caroline Robinson explica que “a capacitação desses profissionais é
importante para que a família seja acolhida e adequadamente esclarecida, tendo condições de
decidir com segurança pela doação de órgãos”. A ação também realiza um estudo para avaliar
se um checklist baseado nas recomendações clínicas mais atuais é efetivo em evitar a parada
cardíaca no potencial doador que faleceu por morte encefálica. O Brasil tem o maior sistema
público de transplantes do mundo, com 96% dos procedimentos pelo SUS – e o segundo lugar
em números absolutos. Ainda assim, é importante que as pessoas reflitam sobre a
possibilidade de ser doador e comuniquem seus familiares, para que a decisão pela doação
não tenha que ocorrer pela família no momento mais difícil.

Transplante de medula

Outro projeto liderado pelo Hospital Moinhos de Vento, o Mais TMO busca qualificar o
programa de Transplante de Medula Óssea (TMO) pelo SUS. A ação otimiza processos através
de atividades de gestão e educação de equipes transplantadoras, em acordo com a
Coordenação Geral do Sistema Nacional de Transplantes (CGSNT).

A doação de tecidos – utilizada para o tratamento de algumas doenças que afetam as células
do sangue, como leucemias e linfomas – aumentou significativamente na última década. O
médico Fabiano Barrionuevo, líder do projeto Mais TMO, ressalta que, para ser um doador,
basta comparecer ao hemocentro para testes. “O transplante pode salvar vidas,
independentemente de onde o paciente reside. Tivemos uma medula que veio de Portugal, por
exemplo”, destaca. Por isso, segundo ele, campanhas de esclarecimento como o Setembro
Verde são essenciais para a conscientização – e, assim, para salvar mais vidas. ...

Sociedade de Pediatria do RS saúda criação de grupo de debate da mortalidade fetal tardia e infantil


O Comitê Estadual de Prevenção da Mortalidade Fetal Tardia e Infantil (CMI) tem como
objetivo monitorar os óbitos infantis e fetais ocorridos em todo o estado e identificar as
circunstâncias e os fatores determinantes da mortalidade. A partir dessa análise, o grupo
pretende propor medidas para a melhoria da qualidade da assistência à saúde para a
prevenção e redução dos índices.

- A retomada do funcionamento do grupo é de fundamental importância pois qualifica e
organiza os dados já existentes para sugerir ações práticas. É importante que possamos
discutir as causas de óbitos e o que fazer para reverter esse quadro. Em Porto Alegre este
grupo já está estruturado e é muito bem organizado trazendo resultados expressivos -
explica a integrante da diretoria da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) e
também representante da Secretaria Estadual da Saúde, Célia Maria Boff De Magalhães.

A composição do grupo está em andamento. O objetivo é contar com o maior número
possível de representantes de hospitais, Coordenadorias Regionais de Saúde, entidades
médicas, sindicatos e da população. O tema integra a política de Saúde da Criança, da
Secretaria Estadual da Saúde. Ainda não há data prevista para o primeiro encontro.

...

Rio Grande do Sul registra os primeiros casos de sarampo em 2019


A Secretaria da Saúde (SES) divulgou nesta quinta-feira (12/9) uma nota técnica sobre
o sarampo. Os primeiros casos do Rio Grande do Sul foram confirmados nesta semana.
São sete casos que tiveram início de sintomas entre a primeira e a última semana de
agosto. Seis deles foram em residentes em Porto Alegre e um em Dois Irmãos. As
medidas de bloqueio, com a vacinação de contatos próximos, já foram realizadas pelos
municípios. Todos têm histórico de viagem a locais com circulação do vírus (São Paulo e
Europa) ou vinculação a esses, por isso são considerados importados.

Sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus. Sua transmissão ocorre
quando o doente tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas. Qualquer
indivíduo que apresentar febre e manchas no corpo (exantemas) acompanhado de tosse,
coriza ou conjuntivite deve procurar os serviços de saúde para a investigação,
principalmente aqueles que estiveram nos 30 dias anteriores em viagem a locais com
circulação do vírus. No Brasil, são 2,7 mil casos somente nos últimos 30 dias, mais de
98% deles em São Paulo. Casos suspeitos devem ser informados imediatamente às
Secretarias Municipais de Saúde ou para o Disque Vigilância, por intermédio do número
150.

O primeiro caso do ano no RS foi de uma jovem de 18 anos, residente em Porto Alegre,
que em julho esteve na Itália e em São Paulo, dois locais onde há circulação do vírus.
Apesar dos sintomas, ela não teve o diagnóstico inicial para sarampo. O caso foi
identificado após a confirmação de outros três com os quais ela teve contato e que
residem na mesma moradia: duas delas também de 18 anos e uma de 25. Assim que
houve as confirmações, a vigilância realizou uma ação de bloqueio, com a vacinação de
53 pessoas (contatos próximos) que não estavam vacinados mas que não tinham
sintomas da doença.

Outros dois homens residentes em Porto Alegre, de 21 e 30 anos, também tiveram o
sarampo confirmado após viagens a São Paulo. O mais velho, inclusive, relatou contato
com colegas de trabalho que posteriormente confirmaram a doença. Nos dois episódios
a vigilância da capital também realizou ações de bloqueio, com a vacinação e
acompanhamento de mais de 90 pessoas, todas sem sintomas. Por último, uma jovem
de 21 anos, de Dois Irmãos, também com histórico de viagem a São Paulo no último
mês, teve o caso confirmado. A Secretaria de Saúde do município acompanha 14
contatos da pessoa, todos assintomáticos.

A mais efetiva forma de prevenção é a vacinação. Para ser considerada vacinada, a
pessoa precisa ter o registro em caderneta de vacinação conforme esquema vacinal. A
rede pública de saúde disponibiliza gratuitamente a vacina tríplice viral para a população
de 6 meses a 49 anos de idade e para profissionais de saúde e demais pessoas
envolvidas na assistência à saúde hospitalar.

São considerados vacinados:

– Pessoas de 12 meses a 29 anos que comprovem duas doses de vacina com
componente sarampo/caxumba/rubéola;
– Pessoas de 30 a 49 anos que comprovem uma dose de tríplice viral;
– Profissionais de saúde, independentemente da idade, que comprovem duas doses de
tríplice viral.

Histórico do sarampo no RS:

2019: 7 casos (até 10/9)
2018: 47 casos
2012-2017: sem casos registrados
2011: 8 casos
2010: 7 casos
1999: último caso autóctone do RS

Há 20 anos o Rio Grande do Sul não registra casos autóctones de sarampo. Depois de
1999, todos as confirmações são referentes a pessoas que pegaram a doença em
viagem ao exterior ou a outros Estados ou que tinham ligação com essas. Por isso, as
cadeias de transmissão são consideradas importadas.

Situação da doença no país e mundo

Somente nos últimos 90 dias, o Brasil já registrou 2,7 mil casos de sarampo, mais de
98% deles no Estado de São Paulo. Outros 13 Estados (o RS entre eles) já tiveram casos
confirmados. Foram confirmados quatro óbitos por sarampo no Brasil, três em São Paulo
e um em Pernambuco.

O mundo vem enfrentando surtos de sarampo desde 2018, com a confirmação de mais
de 300 mil casos. A região das Américas encerrou 2018 com a confirmação de 16.514
casos, distribuídos em 12 países. Em 2019, até agosto, o continente já registrou 3 mil
casos, em 14 países, sendo 1,2 mil nos EUA.

O Brasil havia recebido o certificado de eliminação do sarampo pela Organização Pan-
Americana da Saúde (OPAS), em setembro de 2016, contudo a confirmação de casos
ainda em 2019 levou a perda do título, tendo em vista que o vírus permanece circulando
por mais de 12 meses no país.

Dose zero

Uma das ações para o enfrentamento ao surto do sarampo no país é a vacinação das
crianças de 6 a 11 meses. O objetivo é intensificar a vacinação desse público-alvo, mais
suscetível a casos graves e óbitos. No Rio Grande do Sul, são cerca de 70 mil crianças
nessa faixa etária. A medida preventiva indica a aplicação como uma “dose zero”, já que
ela não substitui a primeira dose contra o sarampo no Calendário Básico Infantil, dada
aos 12 meses de idade com a vacina tríplice viral (que também protege contra a rubéola
e a caxumba). A proteção é completada aos 15 meses com a tetra viral (que previne
ainda contra a varicela, também conhecida como catapora).

Esta vacinação de rotina das crianças deve ser mantida independentemente de a criança
ter tomado a “dose zero”. A medida deve permanecer enquanto o país não interromper
a transmissão do vírus, que seria ficar 90 dias sem novos casos.

Bloqueio vacinal

Além de vacinar as crianças na faixa etária prioritária, o Ministério da Saúde também
orienta Estados e municípios a realizarem o bloqueio vacinal. Ou seja, quando
identificado um caso da doença, é preciso vacinar todas as pessoas que tiveram ou têm
contato com aquele caso suspeito em até 72 horas. Neste caso, recomenda-se que a
vacinação seja realizada de forma seletiva, em que não há necessidade de revacinação
das pessoas já vacinadas anteriormente e que têm comprovação vacinal. Não é
orientada dose extra para a pessoa já vacinada.

No final do último mês o Estado recebeu do Ministério da Saúde cerca de 138 mil doses
de vacina tríplice viral para as ações de vacinação de rotina, dose extra das menores de
1 ano de idade e ações de bloqueio. Assim, todos os municípios estão abastecidos da
vacina. Um novo lote é previsto para a segunda quinzena do mês, dentro da
programação normal de envio de imunobiológicos do Ministério da Saúde aos Estados. ...

Lançada campanha para prevenção ao uso de álcool na gestação


Quando uma mulher grávida bebe, o bebê também bebe. Reconhecendo o consumo de
álcool na gestação como um problema de saúde pública, a Organização Mundial de
Saúde instituiu o dia 9 de setembro como o Dia Internacional de alerta sobre os
Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal. Desde então, aproximadamente 60
organizações de 30 países diferentes se uniram para promover a campanha “Too Young
to Drink” (Jovem demais para beber). O objetivo é conscientizar sobre os efeitos
deletérios do álcool durante a gravidez.

- O álcool afeta o desenvolvimento do feto, especialmente do cérebro. A Síndrome
Alcoólica Fetal (popularmente conhecida como SAF) geralmente cursa com baixo peso e
baixa estatura e com microcefalia (redução do perímetro cefálico) ao nascimento, além
de uma série de outras alterações, tais como: anormalidades craniofaciais, alterações
cognitivas e comportamentais, malformações no sistema nervoso central, baixa
estatura, dentre outras alterações, principalmente cardíacas, oculares, renais e de
coluna vertebral. O termo “transtornos do espectro alcoólico fetal” se refere a situação
de crianças expostas ao álcool intraútero, que não possuem as malformações da
síndrome alcoólica fetal, mas apresentam alterações cognitivas e comportamentais: na
infância é comum hiperatividade e dificuldades de aprendizagem na escola; na
adolescência e fase adulta, há abandono escolar, dificuldades para manutenção de
emprego e comportamento agressivo. Uma pessoa com transtornos do espectro
alcoólico fetal enfrenta desafios ao longo de toda sua vida – explica a diretora da
Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica (SBGM), Débora Gusmão Melo.

Outro alerta é que todos os tipos de bebida alcoólica são prejudiciais para o
desenvolvimento do feto. Vinho, cerveja, licor, aperitivos, coquetéis de frutas, destilados
como rum ou uísque ou vodka podem prejudicar o bebê. Não há nenhuma quantidade
segura de álcool ou época segura para beber durante a gravidez ou quando se está
planejando engravidar. Mesmo uma pequena quantidade de álcool pode ser prejudicial.
Por isso, é mais seguro não beber nada durante a gravidez.

- A gente conhece pessoas que beberam e tiveram filhos saudáveis, mas cada gravidez,
cada filho e cada mãe são diferentes. É melhor não correr o risco de prejudicar a
criança. Se você está grávida e já bebeu, lembre-se que nunca é tarde demais para
parar de beber. Se você parar agora, seu bebê será mais saudável – completa a médica.

Na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a Liga Interdisciplinar de Genética
Médica promove a campanha pública de alerta sobre o problema nos dias 9, 10 e 11 de
setembro. Outras informações podem ser conferidas na página
facebook.com/tooyoungtodrink. ...

Influência da genética no câncer de mama e de ovário é debatida no Moinhos de Vento


No começo da década, a atriz americana Angelina Jolie decidiu retirar os seios
preventivamente, após descobrir que tinha grandes chances de desenvolver câncer de mama.
O procedimento chamou atenção mundial sobre os testes genéticos para se antecipar ao
surgimento dessa doenças. Passados vários anos, no entanto, ainda há muitas dificuldades no
acesso a essas avaliações.

Para falar sobre a importância dessas pesquisas e do diagnóstico imediato, o Hospital Moinhos
de Vento promove um encontro na próxima quinta-feira (12). A atividade terá como foco a
oncogenética no câncer de mama e de ovário, que em boa parte dos casos está diretamente
ligado a alterações nos genes BRCA — detectáveis antecipadamente por testes genéticos.

"As mulheres com essa mutação têm 40% de chances de ter um tumor no ovário", ressalta a
oncologista Alessandra Morelle, do Moinhos de Vento, que destaca ainda um risco aumentado
quando há histórico da doença na família. No evento, ela apresentará casos de pacientes em
que a testagem teve impacto no tratamento do câncer ovariano.

Na mesma linha, a oncologista Daniela Rosa falará sobre o câncer de mama. A especialista
destaca os benefícios trazidos pela evolução da medicina personalizada e o maior
conhecimento das vias moleculares responsáveis pela formação dos tumores malignos: "com
isso, os testes oncogenéticos realizados no tumor também auxiliam na escolha de tratamentos
dirigidos e personalizados".

Importância do acesso

O encontro contará ainda com palestra da chefe do Serviço de Mastologia do Hospital Moinhos,
Maira Caleffi, que discutirá as possibilidades para ampliar o acesso dessa avaliação aos
pacientes. O geneticista Gabriel Macedo abordará outras questões sobre a testagem genética.
O evento é gratuito e está com inscrições abertas.

"Queremos debater com a comunidade não somente a importância desse diagnóstico, mas
também formas da população ter acesso a ele. É um serviço ainda pouco disseminado no
país", diz Alessandra. Ela reforça que o Hospital Moinhos de Vento dispõe de médicos
geneticistas em seu corpo clínico, possibilitando às pacientes e seus familiares maior
conhecimento sobre o tema, além de encaminhamento para a avaliação. ...

Relação entre espiritualidade e prática médica é discutida em simpósio


Ciência e religião podem andar juntas? O debate é milenar, mas ainda é tratado como tabu
por muitas pessoas. Trazendo a discussão para o centro da pauta, o Hospital Moinhos de
Vento promove, na próxima sexta-feira (13), o 1º Simpósio de Espiritualidade e Saúde. Aberto
à comunidade, o encontro reunirá representantes de diferentes religiões – cristã, judaica,
espírita kardecista e budista – e membros da equipe médico-assistencial da instituição.


Para a Superintendente Assistencial do Hospital Moinhos de Vento, Vânia Rohsig, o evento
cumpre a missão de aprofundar a temática. “Esse encontro dialoga com o nosso modelo
assistencial que insere o paciente no centro de tudo”, resume. O pastor Daniel Annuseck
Hoepfner, que faz parte da comissão organizadora, reitera: “A realização vai ao encontro da
própria história da instituição, que desde 1927 acolhe o paciente em todas as dimensões:
somática, psíquica, espiritual e social”.


Entre os palestrantes estão o doutor em teologia Rudolf von Sinner, o psiquiatra Alexander
Moreira Almeida, o rabino Guerson Kwasniews e o mestre em budismo Lama Padma Samten.
A ginecologista Tiane Nogueira Salum, a oncologista Alessandra Morelle e os psiquiatras
Lorena Caleffi e Rogério Zimpel também integram as discussões. O simpósio acontece das
8h30 às 17 horas, no anfiteatro Schwester Hilda Sturm do Hospital Moinhos de Vento, em
Porto Alegre.

...

Campanha solidária busca reduzir fila de consultas oftalmológicas


A Prefeitura de Porto Alegre lança nesta terça-feira, 10, uma nova parceria com a sociedade civil
organizada para reduzir a fila de espera por consultas oftalmológicas. A campanha Olhar
Solidário, que integra o programa POA Solidária, em parceria com o Tri Legal e a Fundação
Leonística de Assistência Social (Distrito LD3), pretende atender cinco mil pacientes e oferecer
3.375 óculos com lentes corretivas até o final de 2020.

O lançamento do projeto ocorre às 9h30, no Vida Centro Humanístico (Avenida Baltazar de
Oliveira Garcia, 2132 - Sarandi), com a presença do prefeito Nelson Marchezan Júnior. ...

Campanha alerta para importância de procedimentos serem feitos por médicos


A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção RS (SBD-RS) deu início a mais uma campanha
de orientação para a população. A intenção é esclarecer a sociedade sobre os cuidados
necessários na busca por diversos tipos de procedimentos que, hoje, estão sendo feitos por uma
série de profissionais que não são médicos e não possuem a devida qualificação para tal. Entre
os mais comuns que causam complicações e que estão sendo feitas por não médicos na área da
dermatologia estão peeling, preenchimentos, toxina botulínica e laser, entre outros. As
complicações oriundas desses procedimentos feitos por não médicos são cada vez mais
recorrentes nos consultórios de dermatologistas.

O trabalho foi desenvolvido pela Agência SPR, a responsável pela coordenação da campanha,
Jéssica Moraes, explica conceitos que foram trabalhados nas peças.

- Queremos alertar a população para os riscos que a desinformação pode trazer. Ao fazer um
procedimento com um profissional que não é médico, podem passar despercebidas uma série de
doenças na pele. Precisamos dizer aos pacientes que o resultado vai ser sentido na pele. Por isso
a campanha traz uma mensagem emocional porque, de fato, sentiremos na pele os efeitos de
nossas escolhas – explicou. ...

Novas tecnologias são tema de encontro de estudantes da graduação, residentes e jovens geneticistas


Em 2015, a cidade de São Paulo sediou o I Interligas de Genética Médica e o I Encontro de
Residentes e Jovens Geneticistas. Organizados voluntariamente por estudantes da graduação,
residentes e Jovens Geneticistas, desde a sua primeira edição, os eventos científicos
consolidaram-se e culminaram com a fusão, desde o ano passado, e passaram a se chamar E-
GENE.

O evento mostra um comprometido com a inovação e com a diversidade, antenado com os
assuntos de maior relevância em Genética Médica no momento. Neste ano, enfatizará os
desafios atrelados às novas tecnologias de avaliação genômica, aplicadas a situações
cotidianas. Serão alguns dos temas abordados: Genética Forense; Microbioma humano;
Painéis de sequenciamento tumoral; Genética médica na atenção primária; Doenças de
depósito lisossômico; Doenças hematológicas hereditárias; Infertilidade feminina; Surdez; e
Next Generation Sequencing.

- A expectativa é alcançarmos um público ainda maior e diversificado. Todos os interessados
são bem-vindos, independente da formação, pois nosso compromisso é com a educação em
saúde, com a disseminação da informação de qualidade e com a atualização – afirmou uma
das responsáveis pela comissão organizadora, Thereza Loureiro.

Como em todos os anos, os palestrantes escolhidos são considerados expoentes em suas
respectivas áreas de atuação. Há possibilidade de submissão de trabalhos científicos para
apresentação oral, e de premiação para os melhores destes. A novidade é o local do evento,
que, neste ano, será em um auditório moderno, recém-inaugurado no bairro de Moema. O
evento acontece no auditório Salomão Zoppi Diagnósticos | NTO GeneOne (Avenida Divino
Salvador, 876, Moema São Paulo / SP).

A programação completa pode ser conferida no site egene.com.br/programacao. ...

Programa estadual sobre febre amarela é referência mundial


A experiência de mais de 18 anos do programa de vigilância da febre amarela do Estado
tornou-se uma referência reconhecida internacionalmente. Na última semana o biólogo Marco
Antônio de Almeida esteve no Panamá, onde palestrou em um congresso de doenças
infecciosas emergentes. Em outubro, ele e outros servidores do Centro Estadual de Vigilância
em Saúde (Cevs) irão a Guiana, a convite da Organização Pan Americana da Saúde (OPAS),
treinar e capacitar agentes do país.

Além desses trabalhos, ações no Estado buscam evitar a entrada da febre amarela. Para isso,
um censo vacinal foi realizado em áreas rurais entre julho e agosto, além de visitações a
localidades do Norte, Serra e Litoral, por onde estima-se que o vírus possa ingressar. No
próximo dia 16, um evento em Porto Alegre reunirá profissionais de hospitais de todo o Estado
para falar sobre o manejo clínico da doença. O evento está com inscrições abertas no site da
Secretaria da Saúde.

Aprimoramento desde 2001

Marco relembra que a vigilância ambiental da febre amarela, com o monitoramento de
primatas (bugios e macacos-prego no caso do RS) começou em 2001 no Estado, quando casos
de mortes desses animais por febre amarela foram identificados nas cidades de Santo Antônio
das Missões e Garruchos, na região Noroeste. “Desde lá viemos aprimorando cada vez mais o
programa e esse papel fez com que sejamos reconhecidos por isso”, afirma. Por isso, o
trabalho do Cevs já foi levado como modelo a diversos estados do país e no exterior.

Como forma de levar esse conhecimento para outras regiões, a OPAS convidou a equipe do
Estado para cursos e capacitações na Argentina, Suriname e Peru entre esse ano e o ano
passado. Em outubro, o grupo embarcará para a Guiana. Além de Marco, os biólogos Edmílson
dos Santos e Jader Cardoso irão ao país para o trabalho junto aos profissionais de saúde
locais.



Ações no Estado

Atualmente, o país passa pelo maior surto da doença na história. Desde 2017, o estado de
São Paulo passou a apresentar casos. Na sequência, o vírus se propagou para o Paraná e, por
último, Santa Catarina, sempre pela área rural. No Rio Grande do Sul não são identificados
casos transmitidos dentro do Estado desde 2009. Segundo o Ministério da Saúde, já foram
confirmados no país este ano 85 casos em humanos, sendo 15 óbitos entre eles.

Frente a esse panorama, algumas medidas foram desencadeadas no RS. Uma delas foi um
censo vacinal de febre amarela nas áreas rurais. O trabalho previu, entre os meses de julho e
agosto, a visitação casa a casa nesses locais para o levantamento da situação vacinal dessa
população e imunização das que ainda não tomaram a dose. As áreas mais suscetíveis são o
Norte, a Serra e o Litoral Norte, em virtude da divisa com Santa Catarina e onde há a
presença de áreas silvestres de mata, por onde o vírus pode avançar. Até agora já foram
procurados 14 municípios dessas regiões, onde 309 residências foram visitadas, com 902
pessoas entrevistadas. Neste mês de setembro, uma nova expedição está prevista para as
áreas rurais das cidades de Vacaria e Bom Jesus, entre os dias 23 e 27. “A ideia é fazer com
essas pessoas uma rede de vigilância, já que o mais provável é que sejam elas as primeiras a
identificar um macaco morto na mata”, explica Marco.

Além disso, Secretaria da Saúde (SES) orientou que todos os municípios do Estado
realizassem até o final de agosto um censo vacinal de febre amarela nas áreas rurais. O censo
teve por objetivo fazer a busca por pessoas não vacinadas nesta que é a população mais
exposta.



Importância da preservação dos macacos

Na natureza, as principais vítimas da febre amarela são os macacos, que no Rio Grande do Sul
são representados pelas espécies do bugio e macaco-prego. Os primatas não são responsáveis
pela transmissão. Esses animais são sentinelas, já que servem como indicador da presença do
vírus em determinada região. A transmissão não ocorre de animal para humano. A doença é
transmitida pela picada do mosquito.

Caso a população encontre macacos mortos ou doentes, deve informar o mais rapidamente ao
serviço de saúde do município ou do Estado. O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs)
dispõe do telefone 150 para informações, com atendimento de segunda a sexta-feira (das
8h30 às 22h) e aos sábados, domingos e feriados (das 8h às 20h).



Vacinação para a população geral

A vacina contra a febre amarela também está disponível nas Unidades Básicas de Saúde para
toda a população, indicada para pessoas acima dos 9 meses e menores de 60 anos. A
imunização é a principal ferramenta de prevenção e controle da febre amarela. A aplicação em
pessoas com mais de 60 anos só é orientada mediante avaliação e prescrição médica. O
esquema vacinal é de uma dose única, que deve ser administrada pelo menos 10 dias antes
do deslocamento para áreas de risco (matas, florestas, rios, cachoeiras, parques e o meio
rural). Quem já tomou ao menos uma dose da vacina não precisa de nova aplicação.



O que é a doença?

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido, no
meio rural e silvestre, pelo mosquito Haemagogus. O vírus é transmitido pela picada dos
mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa. A febre
amarela tem importância epidemiológica por sua gravidade clínica e potencial de disseminação
em áreas urbanas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti.

Os sintomas incluem: início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas
ou no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Depois de identificar alguns
desses sintomas, procure um médico na unidade de saúde mais próxima e informe sobre
qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas. Também
informe caso tenha observado macacos mortos próximos aos lugares visitados, assim como a
situação vacinal.

Em casos graves, a pessoa infectada por febre amarela pode desenvolver algumas
complicações, como febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos),
hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal) e, eventualmente, choque e
insuficiência de múltiplos órgãos. ...

Secretaria da Saúde reúne representantes de comitês de bacias hidrográficas do Estado


Secretaria da Saúde (SES) realiza nesta semana um encontro dos representantes da pasta
nos Comitês de Bacias Hidrográficas do Estado. Nesta quarta e quinta-feira (dias 4 e 5) os
servidores das Coordenadorias Regionais de Saúde e Centro Estadual de Vigilância em Saúde
passam por capacitações quanto a conceitos, dados técnicos e dinâmica dos comitês. Os
colegiados são formados por membros do governo estadual, usuários e sociedade civil.

A função desses grupos é discutir e deliberar sobre os assuntos de interesse comum aos
diversos usuários da água de uma bacia hidrográfica visando a harmonização dos usos e a
mediação de conflitos. Atualmente no RS existem 25 comitês, que abrangem as três regiões
hidrográficas, do Guaíba, Litoral e Uruguai. Mais informações sobre eles estão disponíveis no
site da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), em sema.rs.gov.br/comites-de-
bacia-hidrograficas.

Este é o primeiro encontro feito especificamente entre os representantes da SES nos comitês.
Segundo o técnico do Programa de Saneamento (Prosan), do Cevs, Luís Feijó, cada comitê
possui dois representantes da SES (um titular e outro reserva). “Por isso é importar termos
um nivelamento do conhecimento, para que todos tenham as mesmas noções e informações
necessárias para atuarem nos colegiados”, comenta.

A Sema esteve representada no encontro pelo diretor do Departamento de Recursos Hídricos
da Sema, Paulo Paim. Ele descreveu como são formados os comitês: 40% por usuários, 40%
por membros da sociedade civil organizada e 20% por representantes do Governo do Estado.
“A secretaria do Meio Ambiente está presente em todos comitês, mas sem poder de voto. Por
isso, além dela, outros órgãos e setores do Estado participam, como as secretarias da Saúde,
Agricultura, Corsan, entre outros. Esses sim com poder de voto”, explica. “A intenção agora é
que esses encontros sejam sistemáticos, para que possamos ter uma unidade entre os
membros e que isso permita uma maior articulação e votos com maior competência, para que
cada área não represente somente a si, mas a todo o Estado”, relata. ...

Procedimentos feitos por não médicos são tema de reunião no Ministério Público Estadual


O encontro realizado na tarde de quarta-feira (04/09) teve como objetivo levar ao
Ministério Público Estadual a preocupação dos médicos dermatologistas com os
procedimentos estéticos invasivos que estão sendo feitos por profissionais sem a devida
formação e que estão, cada vez mais, trazendo complicações para os pacientes. A
presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia - Secção RS (SBD-RS), Taciana Dal
´Forno Dini, reforça que os casos são cada vez mais recorrentes e preocupam, uma vez
que a população precisa estar ciente dos riscos existentes e da importância de sempre
buscar que os procedimentos sejam feitos por profissionais habilitados no tratamento
destas complicações, como dermatologistas e cirurgiões plásticos. Durante o encontro,
foram definidas ações preventivas.

Participaram da reunião o Subprocurador Geral de Justiça para Assuntos Institucionais,
Dr. Marcelo Lemos Dornelles; o Coordenador do Centro de Apoio Criminal, Dr. Luciano
Vaccaro; a Promotora de Justiça da Promotoria de Justiça Especializada de Gravataí,
Dra. Juliana Nahas Gavião, o Coordenador do Centro de Apoio de Defesa do Consumidor
e da Ordem Econômica, Dr. Gustavo de Azevedo e Souza Munhoz e o Promotor de
Justiça Dr. Rodrigo Brendalise.

As denúncias estão sendo encaminhadas com o suporte do Conselho Regional de
Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (CREMERS), que também debateu o tema em
um evento recente na sua sede.

Fonte: PlayPress ...

Governador visita obras do hospital oncológico do GHC na capital


O governador Eduardo Leite, acompanhado da secretária da Saúde, Arita Bergmann, fez
uma visita ao canteiro de obras do Centro de Oncologia e Hematologia do Grupo
Hospitalar Conceição na tarde desta terça-feira (3/9), em Porto Alegre. As obras,
iniciadas em fevereiro deste ano, devem terminar em dezembro de 2020.

Os trabalhos estão 18% finalizados e, atualmente, a estrutura se encontra em fase de
conclusão. A fase agora é de início ao revestimento externo e de instalações de
infraestrutura – elétrica, hidráulica, climatização e gás. O investimento total é de cerca
de R$ 75 milhões, dos quais aproximadamente R$ 13,8 milhões já foram pagos. O
prédio terá sete andares e contemplará, em um único local, as unidades necessárias ao
atendimento de pacientes com câncer – serviço de transplante de medula, de
diagnósticos (ambulatório e recursos de imagem) e tratamentos (radioterapia e
internações).

O governador explicou que conta com o apoio da bancada federal para que o repasse de
mais recursos para a obra seja feito. “A obra tem recursos já garantidos para seguir até
o início do próximo ano, e confiamos na sensibilidade da bancada federal gaúcha para
buscar os recursos que faltam. O tratamento de pessoas com câncer é algo que sempre
nos sensibiliza, e o hospital atende não só Porto Alegre e Região Metropolitana, mas
também todo o Estado”, disse Leite, depois de realizar uma visita de cerca de 20
minutos pelo canteiro de obras.

Leite reforçou que a área da saúde é uma das prioridades da gestão. “Nos organizamos
para fazer os repasses que nos competem a hospitais e aos municípios em dia, evitando
que um novo passivo se abra. Quando assumimos o governo, havia um passivo de cerca
de R$ 1 bilhão, devidos aos hospitais filantrópicos e às prefeituras”, lembrou.

O centro disponibilizará, no total, 94 leitos – 52 leitos para hematologia, cuidados
paliativos, oncologia clínica e cirúrgica, 37 leitos para equipe de co-manejo e cinco leitos
para internação de transplante de medula óssea. O GHC estima que o câncer seja
responsável por 20% dos óbitos ocorridos no complexo e, a cada quatro internações
(com exceção de partos), uma é por câncer. São 6 mil internações de casos oncológicos
por ano e mais de 33 mil sessões de quimioterapia realizadas anualmente.

O anúncio da construção foi feito em julho de 2017. O GHC prevê que os serviços
ofertados para pacientes de todo o Estado dobrem e até tripliquem. A previsão é de que
o hospital comece a funcionar no primeiro semestre de 2021. ...




Edição n° 195 - Setembro de 2019

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