Eldorado do Sul, Guaíba e Região Carbonífera, 07 de Abril de 2020. Página Inicial | Contato
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Edicão n° 161 de Novembro 2016


SAúDE

Telessaúde reduz históricas filas de consultas especializadas no RS


Reduzir a histórica fila de espera por consultas médicas especializadas no Rio Grande do Sul é
um desafio que o governo do Estado resolveu enfrentar. Um convênio da Secretaria da Saúde
com o TelessaúdeRS, projeto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e financiado
pelo Ministério da Saúde, está mudando esta realidade. Os números mostram isso: em janeiro
de 2015, 170 mil pessoas esperavam por consulta com especialista. Em novembro deste ano, a
fila caiu para 61 mil.

Neste período, foram feitos 70 mil atendimentos por meio de teleconsultoria e telediagnósticos
entre o grupo de médicos e enfermeiros do Telessaúde e os profissionais da atenção da básica.
"Então, qualquer médico que trabalha no posto de saúde, que quer saber como manejar uma
doença, a dose de um remédio ou discutir o resultado de um exame, pode ligar para este
serviço por um telefone 0800 e solucionar suas dúvidas", explica o gerente de Teleconsultoria do
Telessaúde RS, Natan Katz.

O secretário da Saúde, João Gabbardo, afirma que a prioridade é melhorar o acesso das
pessoas aos serviços de saúde. "Mesmo com crise, com gestão, criatividade, parcerias e novas
tecnologias, podemos entregar melhores serviços à população".

Por meio do convênio RegulaSUS, os profissionais do Telessaúde analisam a lista de espera de
uma especialidade fornecida pela Central de Regulação da Secretaria da Saúde. "A gente
consegue reduzir de 40% a 70% o tamanho da fila", afirma Natan Katz. Um exemplo é a fila
para uma consulta com um endocrinologista: em 2013 tinha quase 9 mil pacientes na espera.
Hoje, são 1,2 mil. O tempo de espera para ser atendido por um nefrologista era de 18 meses
em 2014. Hoje cai para 2 meses. Atualmente, as especialidades com maior demanda reprimida
e tempo de espera são: cirurgia bariátrica, urologia, ortopedia e oftalmologia.

Estância Velha

Após uma teleconsultoria com o médico de Família e Comunidade do Telessaúde, Rudi Roman, a
colega da USF Rincão dos Ilhéus I de Estância Velha, Fabiane Tomassoni, encaminhou o caso da
costureira de sapatos aposentada Cristina Leni Furth, 54 anos, que sofre de ardência na língua,
para especialidade de Medicina Interna.

"O Regula SUS tem beneficiado os pacientes e o meu trabalho, porque recorro ao telefone para
discutir muitos casos antes de chegar a lista de espera. Então eles me ajudam a complementar
o diagnóstico com a solicitação de exames para que realmente os pacientes tenham tudo pronto
para quando forem chamados para consulta com o especialista. Isso se eu não conseguir
resolver aqui no posto mesmo", comenta Fabiane.

A costureira Cristina esperava desde 2013 por uma consulta com um reumatologista. Depois de
receber o novo encaminhamento, conseguiu atendimento em dois meses. "Agora estou bem
melhor. Andava muito nervosa esperando por uma consulta. Até que a doutora Fabiane me
encaminhou para Medicina Interna. Aí, consegui a consulta em dois meses e hoje me trato Porto
Alegre, na Santa Casa", relata Cristina. ...

Telessaúde reduz as históricas filas de consultas especializadas no RS


Reduzir a histórica fila de espera por consultas médicas especializadas no Rio Grande do Sul é
um desafio que o governo do Estado resolveu enfrentar. Um convênio da Secretaria da Saúde
com o TelessaúdeRS, projeto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e financiado
pelo Ministério da Saúde, está mudando esta realidade. Os números mostram isso: em janeiro
de 2015, 170 mil pessoas esperavam por consulta com especialista. Em novembro deste ano, a
fila caiu para 61 mil.
Neste período, foram feitos 70 mil atendimentos por meio de teleconsultoria e telediagnósticos
entre o grupo de médicos e enfermeiros do Telessaúde e os profissionais da atenção da básica.
"Então, qualquer médico que trabalha no posto de saúde, que quer saber como manejar uma
doença, a dose de um remédio ou discutir o resultado de um exame, pode ligar para este
serviço por um telefone 0800 e solucionar suas dúvidas", explica o gerente de Teleconsultoria do
Telessaúde RS, Natan Katz.

O secretário da Saúde, João Gabbardo, afirma que a prioridade é melhorar o acesso das
pessoas aos serviços de saúde. "Mesmo com crise, com gestão, criatividade, parcerias e novas
tecnologias, podemos entregar melhores serviços à população".

Por meio do convênio RegulaSUS, os profissionais do Telessaúde analisam a lista de espera de
uma especialidade fornecida pela Central de Regulação da Secretaria da Saúde. "A gente
consegue reduzir de 40% a 70% o tamanho da fila", afirma Natan Katz. Um exemplo é a fila
para uma consulta com um endocrinologista: em 2013 tinha quase 9 mil pacientes na espera.
Hoje, são 1,2 mil. O tempo de espera para ser atendido por um nefrologista era de 18 meses
em 2014. Hoje cai para 2 meses. Atualmente, as especialidades com maior demanda reprimida
e tempo de espera são: cirurgia bariátrica, urologia, ortopedia e oftalmologia.
Estância Velha

Após uma teleconsultoria com o médico de Família e Comunidade do Telessaúde, Rudi Roman,
a colega da USF Rincão dos Ilhéus I de Estância Velha, Fabiane Tomassoni, encaminhou o caso
da costureira de sapatos aposentada Cristina Leni Furth, 54 anos, que sofre de ardência na
língua, para especialidade de Medicina Interna.

"O Regula SUS tem beneficiado os pacientes e o meu trabalho, porque recorro ao telefone para
discutir muitos casos antes de chegar a lista de espera. Então eles me ajudam a complementar
o diagnóstico com a solicitação de exames para que realmente os pacientes tenham tudo pronto
para quando forem chamados para consulta com o especialista. Isso se eu não conseguir
resolver aqui no posto mesmo", comenta Fabiane.

A costureira Cristina esperava desde 2013 por uma consulta com um reumatologista. Depois de
receber o novo encaminhamento, conseguiu atendimento em dois meses. "Agora estou bem
melhor. Andava muito nervosa esperando por uma consulta. Até que a doutora Fabiane me
encaminhou para Medicina Interna. Aí, consegui a consulta em dois meses e hoje me trato Porto
Alegre, na Santa Casa", relata Cristina.
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Mudanças no calendário de vacinação representam avanço na saúde pública


As alterações no calendário de vacinas do Ministério da Saúde, ampliando a aplicação de doses
para prevenção da meningite C em adolescentes e a inclusão de meninos na campanha contra o
HPV são vistas como um grande avanço na saúde pública pelo membro do Comitê de
Infectologia e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Juarez
Cunha.

- O motivo destas mudanças é que o adolescente é o principal grupo etário que porta a bactéria
meningococo, mas é importante destacar que embora eles sejam portadores podem acabar não
desenvolvendo a doença - explica Cunha.

O membro do Comitê de Infectologia e Cuidados Primários da SPRS destaca que o uso da vacina
meningo C, desde 2010, diminuiu consideravelmente o número de casos em todo o país, porém,
observou-se que isto ocorreu somente no grupo vacinado, ou seja, em crianças com até dois
anos de idade. Como consequência não houve um efeito chamado de imunidade coletiva, ou
seja, uma proteção indireta mesmo para quem não é vacinado.

Além disso, Cunha relata que foi observado que com o passar do tempo, a vacina vai reduzindo
a sua eficácia. O período, de acordo com ele, é em torno de cinco anos. Devido a isto, os
calendários da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da Sociedade Brasileira de Imunizações
(SBIm) preconizam reforços dentro destes intervalos até a adolescência.

Já a inclusão de meninos em campanhas de vacinação do HPV é resultado de recomendações
por parte da SBP e SBIm, conforme aponta Cunha.

- É uma vacina segura. Já foram aplicadas mais de 200 milhões de doses no mundo e, no Brasil,
a expectativa é de cerca de nove milhões. Além de proteger os órgãos genitais dos garotos,
evitará a transmissão do vírus do papiloma humano para meninas e mulheres. Como qualquer
medicamento, eventos adversos podem ocorrer, porém, em geral são leves e com regressão
rápida - explana o médico associado da SPRS.

Cunha reforça, ainda, que os países que utilizam a vacina há mais tempo, como a Austrália, têm
demonstrado que a imunização é protetora não só com relação aos órgãos genitais tanto como
para as lesões precursoras de câncer causadas pelo HPV, principalmente o de útero.

As mudanças serão implantadas pelo Ministério da Saúde gradualmente até 2020, em ambos os
casos. Com relação às doses contra a Meningite C, a meta é atingir 80% do público-alvo,
atendendo crianças entre 9 e 13 anos. Já no caso de vacinas contra HPV, a imunização deve
iniciar em janeiro de 2017 e a expectativa é atender 3,6 mil adolescentes, com a mesma faixa
etária do grupo anterior.
...

Tuberculose preocupa e ainda faz vítimas no País


Uma das mais antigas doenças infecciosas que se tem conhecimento no mundo, a tuberculose
continua chamando a atenção de autoridades médicas brasileiras. A enfermidade, que causou
inúmeras mortes nos dois últimos séculos no País, ainda é motivo de preocupação. “O
transmissor da doença está presente no ar. Por isso, em condições de moradia e nutrição não
favoráveis, a tendência de surgimento da tuberculose é maior”, salienta a pneumologista do
Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Denise Onodera.

“É importante que a população saiba que a bactéria se prolifera mais facilmente em ambientes
mal ventilados e em que há aglomeração de pessoas”, afirma a médica. A tuberculose pode ser
transmitida de uma pessoa a outra, mesmo em ambientes limpos e bem ventilados. “A doença
pode acometer a todas as classes sociais, não apenas em comunidades menos favorecidas”,
ressalta Denise.

A doença, transmitida pelo mycobacterium tuberculosis, o bacilo de Koch, também se aproveita
da baixa imunidade no organismo. A bactéria entra pelas vias respiratórias, podendo se
desenvolver ou permanecer “encapsulada” no pulmão. “Muitas vezes, o indivíduo é infectado,
mas, como goza de boa saúde, não há chances de a doença se desenvolver e pode permanecer
assim por vários anos”, esclarece a especialista.

Segundo registros do Ministério da Saúde, são notificados cerca de 70 mil novos casos todos os
anos no território nacional e 4,6 mil mortes em decorrência da doença. Mundialmente, o Brasil
ocupa a 17ª posição entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos no mundo.

A tuberculose tem cura. Por isso, é preciso ficar atento aos sintomas. Aos sinais de tosse por
mais de três ou quatro semanas, febre baixa, perda do apetite e falta de ar deve-se procurar
um pneumologista. “A cura é possível, mas é necessário que o paciente siga a recomendação
médica e, aqueles que são bacilíferos, ou seja, contenham o bacilo no escarro, se mantenham
isolados durante os primeiros 15 ou 20 dias de tratamento”, esclarece Denise Onodera.



COMPLEXO HOSPITALAR EDMUNDO VASCONCELOS

Localizado ao lado do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Complexo Hospitalar Edmundo
Vasconcelos atua em mais de 50 especialidades e conta com cerca de 1.400 médicos. Realiza
aproximadamente 12 mil procedimentos cirúrgicos, 13 mil internações, 230 mil consultas
ambulatoriais, 145 mil atendimentos de Pronto-Socorro e 1,45 milhão de exames por ano.
Dentre os selos e certificações obtidos pela instituição, destaca-se a Acreditação Hospitalar
Nível 3 - Excelência em Gestão, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e o
Prêmio Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil, conquistado pelo sexto ano consecutivo em
2016. ...

Falar sobre suicídio é um ato preventivo


O estigma de que não se pode falar sobre suicídio é uma das causas que mais atrapalha a
tomada de medidas que venham a impedir o gesto de autodestruição pessoal. Discutir o tema,
quebrando o tabu que ronda o assunto é o caminho ideal para combater esse problema de
saúde pública. Esta mensagem foi passada pelo médico psiquiatra Rafael Moreno Ferro de
Araújo durante a Caravana AMRIGS, realizada em Bento Gonçalves na quarta-feira (9/11). O
evento, promovido pela Associação Médica do Rio Grande do Sul, contou com a palestra do
especialista denominada "Transtornos do Humor e Suicídio - Avaliação e Tratamento". Falando
sobre o mal silencioso que mata mais de mil gaúchos por ano, o psiquiatra ressaltou que para
ajudar alguém com comportamento suicida é preciso perguntar claramente se ele está
pensando em tirar a própria vida.

- Queremos ajudar a desmistificar o suicídio. No momento em que a gente não fala, dá a
impressão de que o problema não existe. Ou que existe e não tem solução. Falar é preventivo -
salientou Rafael Araújo.

O psiquiatra destacou que o suicídio é evitável se o transtorno comportamental for
diagnosticado há tempo. Para Rafael Araújo, é preciso tratá-lo, dando ouvidos ao paciente e
encaminhamento aos sinais. Para mais de 90% dos casos existe prevenção. É preciso tratar
deste assunto sério e doloroso com muita efetividade, pois somente assim será possível mudar
a realidade vivida no Rio Grande do Sul, o campeão em número de notificações destes casos no
país.

Atualmente mais de 800 mil pessoas cometem suicídio por ano no mundo, o que significa uma
morte a cada 40 segundos. No Brasil, são registradas 32 mortes, diariamente, sendo que o Rio
Grande do Sul lidera o ranking, com 10,4 casos para cada 100 mil habitantes, o dobro da média
nacional.

A Caravana AMRIGS em Bento Gonçalves integrou a programação do VIII Ciclo de Capacitação
de Médicos e Profissionais da Saúde da Secretaria Municipal da Saúde do município da Serra
gaúcha. Além da palestra de Rafael Moreno Ferro de Araújo, teve participações especiais da
médica Neice Muller Xavier Faria, que atua na SMS de Bento Gonçalves, e do psiquiatra Rodrigo
Casagrande Tramontini, do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS-AD).

Coordenada pelo médico e diretor de integração, Bernardo Aguiar, a Caravana AMRIGS tem
como objetivo difundir conhecimento e promover melhorias na saúde, condições sociais,
políticas, organizacionais e econômicas da classe médica e da comunidade em geral. O tema
apresentado em Bento Gonçalves fez parte da campanha da Associação Médica do Rio Grande
do Sul (AMRIGS), "SAÚDE PREVENTIVA: Pratique essa Ideia!"
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Estudantes de medicina realizam no domingo exame para seleção de residência médica


Com a finalidade de qualificar o ensino da medicina, a Associação Médica do Rio Grande do
Sul (AMRIGS) promove mais uma edição do Exame AMRIGS. Referência para mais de 60
programas de residência médica no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o Exame completa,
em 2016, 45 anos com grande vitalidade e em fase de crescimento. A aplicação ocorre no
dia 13 de novembro, a partir das 8h. Já consolidado no Rio Grande do Sul e Santa Catarina,
o processo de seleção será utilizado pela primeira vez no Mato Grosso do Sul

- O crescimento é resultado de uma prova de produção extremamente elaborada e
equilibrada feita por uma banca de grande experiência pedagógica, com professores de
diversas instituições de ensino. Temos uma pesquisa que aponta mais de 90% de
satisfação entre os candidatos que realizaram a prova em 2015 - comenta o coordenador
do Exame AMRIGS, Antonio Weston.

Ao todo, 13 cidades aplicarão a prova: Caxias do Sul; Passo Fundo; Pelotas; Porto Alegre;
Rio Grande; Santa Cruz do Sul; Santa Maria; Lages; Joinville; Criciúma; Chapecó;
Florianópolis; e, Campo Grande. Além do acesso direto ao programa, o Exame também
conta com testes de seleção com pré-requisitos. ...

Secretaria lança guia para maternidades sobre sífilis congênita


A Secretaria Estadual da Saúde lançou nesta semana materiais digitais alusivos ao Dia
Nacional
de Combate à Sífilis, comemorado no terceiro sábado do mês de outubro, dia 15 neste ano.
Um
deles é um Guia de Prevenção da Transmissão Vertical do HIV, Sífilis Congênita e Hepatites B
e
C, que é voltado para maternidades. O outro é um informe técnico epidemiológico mostrando
a
situação da sífilis no Estado.

A transmissão vertical do HIV, da sífilis e da hepatite B tem relação direta com a qualidade da
assistência durante o pré-natal, parto e puerpério. Sabe-se que o risco de transmissão vertical
do HIV, sem que ocorra qualquer intervenção durante a gestação para evitá-la, situa-se entre
25% e 30%. Desse percentual, há risco de 25% a 40% de haver transmissão intraútero, 60%
a
75% de transmissão intraparto e, através da amamentação, 7% a 22% por exposição, ou
seja,
a cada mamada.

Às maternidades cabe a realização de teste rápido (TR) para diagnóstico de HIV em todas as
gestantes admitidas para o parto, bem como nas mulheres internadas por abortamento,
instaurando medidas de prevenção da transmissão vertical quando identificada parturiente
com
sorologia positiva para HIV.

Quanto à sífilis congênita, o RS vem apresentando um número crescente ano a ano de casos
notificados. São 1.179 casos no ano de 2014 (que é o de dado fechado mais recente), o que
representa uma taxa de incidência de 8,25 por mil nascidos vivos. .. ...

Lançada cartilha para uso de plantas medicinais pela Saúde do Estado


A Secretaria da Saúde (SES) lançou nesta segunda-feira (31) o Diário do Autocuidado. Nesta
primeira edição, o material traz como tema os chás medicinais feitos a partir de plantas
conhecidas pela população. A iniciativa faz parte de um projeto que busca implantar
programas de fitoterapia em municípios. A publicação é uma parceria entre a área técnica de
Saúde do Idoso e da Política Intersetorial de Plantas Medicinais e Fitoterápicos.

A utilização de plantas medicinais é um importante recurso, de fácil acesso e de grande
conhecimento popular acerca de seus benefícios. Contudo, ressalta-se que, tanto quanto
qualquer outro medicamento, possuem propriedades que podem interagir com um segundo
medicamento, aumentando ou inibindo o efeito desejado. As plantas ainda podem, em doses
elevadas, causar efeitos colaterais não desejados ou tóxicos à saúde.

"A marcela (ou macela), por exemplo, pode ajudar contra cólicas, é digestivo, antidiarreico,
diurético e diminui a pressão arterial. Contudo, em doses muito altas, pode levar a problemas
no fígado", alerta a farmacêutica Sílvia Czermainski, coordenadora da Política Intersetorial de
Plantas Medicinais e Fitoterápicos da SES. A orientação à população em geral é para sempre
buscar informação antes dos uso dessas plantas, seja junto a um farmacêutico ou na Unidade
Básica de Saúde mais próxima.

Foram confeccionados 10 mil exemplares do Diário do Autocuidado, que estão sendo
distribuídos para todos os municípios. A apresentação do material ocorreu durante o
Seminário Estadual de Envelhecimento, realizado no Centro Administrativo Fernando Ferrari
(Caff) e promovido pela Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos.
Criado há três anos, o Projeto Arranjo Produtivo Local de Plantas Medicinais e Fitoterápicos do
Rio Grande do Sul (APLPMFito/RS) tem por objetivo capacitar gestores e profissionais da
saúde para a inserção de plantas medicinais como alternativas terapêuticas.

Alguns exemplos de plantas medicinais:
Camomila (Matricaria chamomila)
Parte utilizada: flores
Indicação: anti-inflamatório para boca e garganta, cólicas, sedativo, digestivo (elimina gases
intestinais e dores estomacais). Para uso tópico na pele, combate infecções, eczemas,
dermatites e é cicatrizante.
Formas de uso: para fazer chá, 3 colheres de sobremesa para 300 mililitros de água, beber
três vezes ao dia. Para bochechos e gargarejos, 3 a 4,5 colheres de sobremesa para 100
mililitros de água, três vezes ao dia. Para uso na pele, colocar a infusão direto na pele
danificada ou preparar um cataplasma (colocar as flores secas sobre a pele, envolver com
pano ou gaze e umedecer com água).
Marcela* (Achyrocline satureioides)
Parte utilizada: flores
Indicação: digestivo, antidiarreico, para cólicas e diminui a pressão
Forma de uso: chá com de 1,5 colher de sobremesa em 300 mililitros de água, três vezes ao
dia
* também conhecida como macela
Capim-cidró* (Cymbopogon citratus)
Parte utilizada: folhas
Indicação: cólicas, sedativo leve, digestivo, calmante, para tosse, antifebril e diminui a
pressão
Forma de uso: chá com 1,5 colher de sobremesa para 150 mililitros de água, três vezes ao
dia
Cuidados: pode potencializar efeito de medicamentos sedativos e evitar uso em casos de
pressão baixa
* também conhecido como capim-cidreira, capim-limão e capim-santo
...




Edição n° 161 - Novembro 2016

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