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Edicão n° 222 de Dezembro 2022


EDUCAçãO

MEC lança painel para monitorar implementação do novo ensino médio


Sete estados ainda precisam aprovar o referencial curricular do novo ensino médio e dois
estados precisam que esse documento seja homologado. Essas são etapas necessárias para
que o novo ensino médio chegue de fato às escolas públicas e privadas de todo o país em
2022, como previsto no cronograma estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC). Os
dados são do Painel de Monitoramento do Novo Ensino Médio lançado hoje (16) pelo MEC em
evento online. A plataforma, desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de
Alagoas, traz dados atualizados diariamente sobre a implementação do novo ensino médio.

Segundo o painel, todos os estados já elaboraram os respectivos referenciais curriculares,
documentos necessários para orientar a elaboração dos novos currículos que serão aplicados
nas salas de aula. Em Rondônia, Acre, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas e
Bahia os documentos aguardam a aprovação dos Conselhos Estaduais de Educação. Já no Rio
de Janeiro e no Tocantins, os referenciais foram aprovados pelos conselhos e aguardam
agora a homologação dos governos. Nos demais 17 estados e no Distrito Federal, os
referenciais foram aprovados e homologados.

“O novo ensino médio é fruto de um longo debate, um debate extremamente importante na
educação brasileira que começa no início do século 21. Havia, desde os anos 1990, uma
sensação e uma clareza, com evidências muito fortes, da falta de conexão entre ensino
médio e o que os jovens esperavam. Uma total falta de atratividade”, diz a presidente do
Conselho Nacional de Educação (CNE), Maria Helena Guimarães de Castro, que participou do
lançamento no Webinário Nacional de Monitoramento do Novo Ensino Médio.

Foi com o objetivo de tornar a etapa mais atrativa e evitar o abandono escolar que o novo
ensino médio foi aprovado em 2017, na Lei 13.415/2017. Com o novo modelo, parte das
aulas será comum a todos os estudantes do país, direcionada pela Base Nacional Comum
Curricular (BNCC). Na outra parte da formação, os próprios alunos poderão escolher um
itinerário para aprofundar o aprendizado. Poderão escolher dar ênfase, por exemplo, às áreas
de linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ao ensino técnico. A
oferta dos itinerários vai depender também da capacidade de oferta das redes de ensino e
das escolas. Isso está indicado nos referenciais curriculares estaduais.

O cronograma definido este ano pelo MEC estabelece que o novo ensino médio começará a
ser implementado em 2022, de forma progressiva, começando pelo 1º ano do ensino médio.
Em 2023, a implementação segue, com os 1ª e 2ª anos e, em 2024, o ciclo de
implementação termina, com os três anos do ensino médio.

O Painel online deverá ajudar no monitoramento da implementação do modelo no país. “[É
possível] escolher as informações a nível de Brasil ou selecionar a região e os estados para
visualizar os dados. Pode fazer triagem de como está o processo de implementação, ver o
panorama geral do atendimento do público-alvo”, explica o coordenador-geral de Ensino
Médio do MEC, Fernando Wirthmann.

Mudanças no Enem
No webinário, o secretário de Educação Básica do MEC, Mauro Luiz Rabelo, detalhou as ações
da pasta para a implementação do novo ensino médio. Segundo ele, somando todas as
ações, até o momento, foram repassados aos estados e às escolas R$ 2,5 bilhões.

Outra mudança que está em discussão é a adequação das avaliações nacionais ao que será
ensinado no novo ensino médio. Tanto o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica
(Saeb), quanto o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deverão ser modificados.

Segundo Rabelo, o Enem deverá ter duas partes, uma delas voltada para avaliar os
conhecimentos adquiridos na parte comum a todos os estudantes do país, definida pela
BNCC, e outra que deverá avaliar os itinerários formativos. “Atualmente, a grande questão
mesmo é como criar um segundo momento de prova que contemple a avaliação dos
itinerários formativos, dada a diversidade de possibilidades que temos na implementação”,
diz o secretário. O novo modelo de prova deverá começar a vigorar apenas após a total
implementação do novo ensino médio, em 2024.


Fonte: Agência Brasil ...




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