Eldorado do Sul, Guaíba e Região Carbonífera, 30 de Março de 2020. Página Inicial | Contato
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Edicão n° 169 de Julho 2017


ARTIGO

Internação compulsória e cracolândia


Nenhum médico minimamente bem formado quer internar paciente desnecessariamente.
Todos sabemos que a internação é uma medida necessária quando o quadro clínico
requer certos cuidados especiais. Assim, nenhum médico, sempre minimamente bem
formado, deixaria de recomendar internação para uma pessoa atropelada com
traumatismo de crânio, ou um infartado cardíaco, ou diante de apendicite supurada.

No caso da Psiquiatria, nenhum psiquiatra minimamente bem formado deixaria de
recomendar internação para certos doentes mentais, por exemplo, os que estão em
flórido surto psicótico ou quando se trata de grave risco de suicídio.

Doença mental é uma doença como outra qualquer; porém, no caso das enfermidades
físicas,o mal está predominantemente na res corporea (corpo), ao passo que na doença
mental, incide na res cogitans(mente). Isso tem algumas implicações: o médico do
corpo, quando solicita a internação do paciente, é por uma causa que muitos podem ver,
sejam especialistas ou leigos, pois a manifestação clínica mostra com clareza que “o
caso é grave”.

Já quando o médico da mente (psiquiatra) identifica a necessidade de internação, muitos
não enxergam com nitidez que a medida é imprescindível. Em outras palavras, quando
alguém fratura o crânio, as pessoas logo percebem: faz-se a radiografia e é possível
comprovar. No entanto, se estivermos diante de caso de loucura, como não existe uma
imagem dessa“fratura” na forma como ocorre aos ossos da cabeça, nem todos
enxergam a gravidade manifesta.

Em razão disso, leigos e alguns psiquiatras posicionaram-se recentemente contra a
internação compulsória para os cracômanos da Cracolândia, sob os mais diversos
argumentos: o paciente tem o direito de escolher se quer ou não ser tratado; internação
para viciados não funciona; internação psiquiátrica é “castigo” e tantas outras ideias de
semelhante qualidade.

As mentes que são contrárias à internação de viciados graves em crack, por coerência,
deveriam ser também contrárias à internação por trauma de crânio, enfarte cardíaco e
apendicite supurada, dos exemplos dados.

Repetindo, internação psiquiátrica é um cuidado com a saúde que não pode ser
administrado em regime ambulatório, tal como sucede às internações médicas de outras
especialidades, claro que cada qual com as suas peculiaridades.

Por que é preciso internar o cracômano da Cracolândia? Resposta: por três motivos.
Primeiro, porque a dependência do crack na forma como se dá na Cracolândia é doença
mental gravíssima, de difícil cura.

Segundo: embora o doente ainda possa ter entendimento da gravidade do mal que
padece, do caráter maléfico do fato, da miséria físico-social-familiar que o submete, não
consegue determinar-se de acordo com esse entendimento, pois esta escravizado pela
impulsão imperiosa para usar a droga agora ou daqui a pouco. Por isso é doente. Se
ainda conserva alguma integridade na razão, perdeu totalmente o livre-arbítrio, que se
encontra dominado pelo vício. E terceiro, nessas condições de incapacidade, por questão
humanitária, precisatomar banho, usar roupas limpas, receber alimentação, repor os
sais minerais e as vitaminas, combater infecções, hidratar etc. E, é claro, toxiprivação
completa. Alguém conhece alguma outra forma de fazer isso, ou de tratar um atropelado
em estado grave, ou um enfartado cardíaco, ou uma apendicite supurada sem internar o
paciente?

Lembremos, antes de responder, existem, sim, os Direitos Humanos, mas existem
também os Deveres Humanos, que os médicos sabemos que há momentos em que estes
se sobrepõem àqueles, caso não estejam alinhados, sobretudo quando o tema é saúde,
vida, e a própria dignidade dos nossos semelhantes.

Porém, desde já, internação compulsória não pode ser medida isolada. É apenas o
primeiro passo. Precisa muito mais do que isso. Do contrário, soará tão somente como
higienismo, uma espécie de limpeza social, o que é inconcebível.

Guido Arturo Palomba



...

o século é 21, mas a educação ainda é do passado


O sistema escolar de ensino por disciplinas desfavorece e confunde o aluno, por
imaginar durante seus estudos, de que não será necessário em maior ou menor grau,
enfatizar sua aquisição de conhecimento numa perspectiva multi e interdisciplinar.
Seria uma espécie de “túnel do tempo às cegas”, impossibilitando ou dificultando
com que o mesmo abstraia o conceito disciplinar por apenas figurá-lo numa ótica
unidirecional. Como resultado, tem-se o arrependimento e inconformismo, por constatar
tardiamente que seu processo de ensino e aprendizagem não lhes preparou
devidamente para aprender a aprender, não sabendo em tempo quão importante torna-
se para sua qualificação como profissional, bases cognitivas lógicas e conceituais nas
diversas nuâncias do conhecimento.
Por fim, o educando, se estivesse imerso num contexto de educação inclusiva e
integradora, de fato, reconheceria por si próprio que o conhecimento sempre lhe
acrescentará, como forma de vivência pessoal, profissional e social, numa ótica
multidirecional, amarrando-o num paradigma de concepção entre as respostas
conceituais e seu avanço cognitivo de fato.

Juliano de Oliveira Nunes*
Biólogo e Professor, ONG Instituto Bugio Ruivo, avenida Ângelo Collovini, n°2781,
Distrito Parque Eldorado, Eldorado do Sul, RS, BR.
Fonte da figura: http://educacaoproibida2015.blogspot.com.br/2015/09/metodo-de-
ensino-tradicional.html
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Qualidade de vida requer ambiente equilibrado


Para fins de análise, criei o conceito do Ambiente Básico, que é o meio onde a vida
acontece. É o espaço físico onde se permanece por mais tempo - como a casa e o local
de trabalho. A partir da descoberta da eletricidade, o Ambiente Básico passou a receber
radiações eletromagnéticas geradas pelos aparelhos elétricos. Atualmente, estas podem
ser consideradas poluentes ambientais e em pleno crescimento. Nos últimos 30 anos, os
cientistas estimam que tenham aumentado em 250 mil vezes. Vale lembrar que estas
radiações antrópicas vieram somar com outras radiações e energias sutis de emissão
natural já existentes neste ambiente.
Fatores aparentemente inexistentes - como as radiações e as energias sutis - são
extremamente danosos para a saúde das pessoas por agirem silenciosamente e de
forma constante. Classifico em 10 as principais fontes de origem das radiações não-
ionizantes e energias sutis que permeiam o Ambiente Básico, envolvendo as pessoas ali
presentes. Alguns fatores físicos podem causar a concentração destas energias sutis
tornando-as nocivas para a saúde e promovendo o desequilíbrio dos sistemas corpóreos.
Qualidade de vida requer o equilíbrio de todos os setores que contribuem para o bem-
estar das pessoas, como saúde, família, amizades, profissão, lazer e, logicamente, o
Ambiente Básico.
A função da casa é abrigar e proteger. O ventre materno é a primeira morada. As
mamães se preocupam em manter saudável esta primeira morada para que o bebê seja
também saudável. No entanto, a partir do momento em que o bebê nasce, ele é
introduzido em um ambiente novo, permeado de radiações e energias sutis. Prudente é
analisar este ambiente, por precaução.
Algumas situações nocivas são constatadas a todo momento, como o roteador próximo
da cabeça da criança, o dormitório construído sobre fossa séptica ou tubulação de água,
desorientação do fluxo geomagnético e outras mais complexas.
Contudo, na prática, o mais comum é solicitar uma Análise de Impacto no Ambiente
Básico, em função de um câncer, depressão, esclerose múltipla degenerativa e outras,
ou seja, correr atrás do prejuízo.
Em resumo, a qualidade de vida também está correlacionada com o ambiente onde se
permanece por mais tempo, o Ambiente Básico, que, obrigatoriamente, deve
permanecer em equilíbrio.

Isnar Amaral
Consultor Ambiental - CRQ 05203390
Especialização em Qualidade do Ambiente
isnaramaral@ambientebasico.com.brwww.ambientebasico.com.br


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Escravizados pela ignorância


“Então Jesus disse aos que haviam crido nele: se permanecerdes na minha Palavra,
verdadeiramente sereis meus discípulos. E conhecereis a verdade, e a verdade vos
libertará” (João 8.31-32).

A cultura moderna está tão voltada para si, que acaba vendo mais sentido e utilidade na
descoberta da estrutura de dupla hélice no DNA humano do que em todo o
conhecimento bíblico sobre Deus. Não é incomum encontrarmos alguém que indague
sobre utilidade da teologia. Até mesmo no meio cristão, muitos dizem que o importante
é acreditar em Deus, mas que o conhecimento teológico não é necessário. Temos então
uma situação de “ignorância” sobre Deus em grande escala.
A mentalidade hodierna acabou gerando uma espécie de conformismo cristão. Sabe
quando o apóstolo Paulo diz sobre não se conformar com as coisas do presente século?
Pois então, estamos vivendo o oposto. Quando falo de conformismo, quero dizer que a
maioria das pessoas vive como se as coisas de Deus não fizessem sentido algum, ao
passo que as coias do presente século fazem todo o sentido para ela.
Acredito que a igreja está sendo afetada por este conformismo, por estar se apropriando
cada vez mais da cosmovisão ou visão secular para compreender as verdades espirituais
acerca da religião. Infelizmente, eu mesmo conheço diversos cristãos da minha igreja
que não acreditam na historicidade de Gênesis, nem na literalidade de alguns milagres e
eventos extraordinários narrados na Escritura.
É bem possível que você escute um professor de Escola Bíblica Dominical falando sobre
a relevância da igreja na sociedade e o papel do seu papel na política e economia, mas
que não acredite que Jesus tenha realmente multiplicado os pães e peixes para
alimentar a multidão, e muito menos que uma serpente falante conseguiu enganar dois
seres humanos num jardim maravilhoso no princípio dos tempos.
Mas quando o apóstolo Paulo escreveu a sentença: “não vos conformeis com este
século” (Romanos 12.2), ele havia acabado de escrever sobre a “profundidade da
riqueza, tanto da sabedoria quanto do conhecimento de Deus” (Romanos 11.33). De
acordo com o apóstolo Paulo, não há nada mais retrógado que se conformar com a
ignorância do mundo que rejeita conhecimento do seu Criador.
Quando os cristãos, tendo como pressupostos e fundamentos as ferramentas e teorias
oferecidas pela ciência, se enxergam a partir de uma visão secularizada e ao mesmo
tempo desprezam algumas afirmações das Escrituras quanto ao sobrenatural e
espiritual, voluntariamente estão se submetendo à “escravidão da ignorância sobre a
mente” e se afastam cada vez mais do conhecimento de Deus.
Com isso, não estou dizendo que as dúvidas não possam existir. Mas, a aquela dúvida
que está mais voltada para um tipo de “questionamento para a desconstrução” é
considerada uma virtude pelas pessoas na pós-modernidade. A própria ciência e sua
máxima de “provar por evidências observáveis” reforçou o ceticismo em relação às
verdades bíblicas. Além disso, a filosofia da relatividade – “tudo é relativo”, faz com que
as atitudes céticas para com a Bíblia pareçam uma posição de pessoas cultas e
inteligentes.
Como eu já disse, não há problemas em ter dúvidas. Entretanto, Jesus condenou a
postura cética dos fariseus em relação a Ele (João 8.45) e afirmou que tal conduta
estava relacionada à idolatria, pois o coração deles na verdade era controlado por outro
senhor (João 8.47). E o próprio evangelho de João foi escrito para combater e vencer o
ceticismo, pois até mesmo os próprios apóstolos tiveram dificuldades para crer em
Jesus.
Dúvidas e questionamentos sobre as Escrituras, sobre a divindade de Cristo, a realidade
dos seus milagres, a validade dos ensinos bíblicos para os dias de hoje, a
intencionalidade e autoria dos escritos bíblicos, dentre outras são tidas pela igreja como
uma maneira madura de ver o cristianismo. E não há nenhuma dificuldade nisto.
Podemos e devemos questionar as passagens bíblicas para que possamos conhecê-las
mais a fundo (II Pedro 3.18). Todavia, a finalidade ideal é a busca do conhecimento de
Deus.

Tiago Rocha
Instituto Êxito de Teologia ...

Pregadores e ouvintes – a culpa é dos dois


“O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento” (Oséias 4.6a).

Temos visto a relevância da pregação na comunidade cristã e não cristã. Mas, para que
a pregação cumpra com seu principal objetivo, duas coisas se fazem necessárias – a
fidelidade do pregador e a recepção dos ouvintes. A Bíblia nos alerta para as dificuldades
geradas por essas partes. Se por um lado, os pregadores podem se tornar omissos
quanto à verdade, por outro lado, até mesmo os cristãos podem endurecer o coração a
ponto de não desejarem ouvir a genuína Palavra de Deus (Ezequiel 33.7-9).
Seja pela omissão dos pregadores ou pela dureza de coração dos crentes, ignorar
verdade e o conhecimento de Deus é um terrível erro. Neste texto, veremos sobre a
advertência que o Senhor entregou ao seu povo através do profeta Oséias, pois este
povo estava seguindo por este perigoso caminho e se afastando cada vez mais daquilo
que poderia de fato libertá-los da escravidão da ignorância – o conhecimento de Deus.
Primeiramente, o profeta Oséias evidencia a responsabilidade dos sacerdotes (líderes
religiosos que têm o dever de ensinar a Palavra de Deus) e os culpa por não
desempenharem sua função com fidelidade. Através dele Deus diz: “Porque tu,
sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei” (Oséias 4.6) – Se os
pregadores rejeitam o conhecimento de Deus, em que consiste o conteúdo de suas
pregações? Não tenhamos dúvidas, se não há conhecimento de Deus, então só resta
engano, mentira e escravidão.
Mas, num segundo momento, o profeta Oséias aponta para a responsabilidade dos
ouvintes. De acordo com o texto, o combustível dos pregadores negligentes é a dureza
de coração dos ouvintes: “Alimentam-se do pecado do meu povo e da maldade dele têm
desejo ardente. Por isso, como é o povo assim é o sacerdote” (Oséias 4.8-9). Em outras
palavras, podemos dizer que a negligência do povo de Deus encoraja a infidelidade dos
seus líderes.
Agora, se você pensou que esta terrível situação era tudo o que estava acontecendo
naquela comunidade, saiba que ainda havia algo pior. Mas, o que poderia ser pior que
pregadores mentirosos e ouvintes negligentes? Pois bem, sabemos que se confessarmos
os nossos pecados o Senhor é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar. De fato, o
perdão de pecados é algo maravilhoso que o povo de Deus pode experimentar em Cristo
Jesus. Entretanto, aquelas pessoas estavam tão distantes do Senhor, que decidiram
simular seu arrependimento.
Podemos acompanhar o discurso deste falso arrependimento no registro do profeta:
“Vinde, e tornemos para o Senhor, porque Ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida
e a ligará. Depois de dois dias nos revigorará, e viveremos diante dele. Conheçamos e
prossigamos em conhecer ao Senhor...” (Oseias 6.1-3). O que será que pensava aquela
gente? Talvez, eles acreditassem que a formulação de um discurso com palavras tão
bonitas seria capaz de satisfazer a Deus. Mas o Senhor não é como os homens, que
facilmente se impressionam e se deixam enganar por belas palavras. Deus sabia que o
prazer do coração daquelas pessoas não era conhecê-lo: “o seu amor é como nuvem da
manhã e como orvalho da madrugada, que cedo passa” (Oséias 6.4).
Será que, como cristãos, corremos o risco de viver algo semelhante em nossos dias?
Infelizmente, acredito que nós também temos experimentado esta realidade terrível.
Cada vez mais se tornam conhecidos os pregadores que não levam o conhecimento de
Deis às pessoas. É possível se ouvir de tudo nos púlpitos atuais: arte, cultura,
relacionamentos, política, música, entretenimento etc. As pregações que geram o
conhecimento do ser de Deus estão cada vez mais raras.
Mas, como vimos até aqui, a culpa deste desastre não é apenas dos pregadores. Não me
surpreenderia se, em uma enquete realizada por determinada igreja para saber qual a
opinião dos membros quanto à próxima série de pregações, fossem escolhidas
mensagens relacionadas à cultura e política a despeito de assuntos teológicos. As
pessoas não querem ouvir sobre Deus, não desejam conhecê-lo intimamente, e esta
atitude encoraja os pregadores a negligenciarem cada vez mais a sua verdadeira função.
E como se não bastasse, a “aparência religiosa” é muito fácil de ser aprendida. As
músicas cristãs possuem letras realmente lindas; as conferências evangélicas trazem
temas fortes e coerentes com o cristianismo; a literatura gospel em geral é bastante
ampla tem crescido cada vez mais no mercado global. Entretanto, por que será que
mesmo com tanto material disponível a igreja não consegue influenciar o mundo de
forma significativa?
Acredito que o profeta Oséias nos deu a resposta. O arrependimento e o amor a Deus
podem ser facilmente simulados. Fazer orações longas e bonitas, cantar com maestria
louvores que falem de adoração e gratidão a Deus, utilizar jargões como “a paz do
Senhor” ou “Deus te abençoe” não nos fazem a mínima diferença se o coração de pedra
ainda estiver no peito das pessoas.

Tiago Rocha
Instituto Êxito ...

Vida prática de Oração


“E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma
hora pudestes vós vigiar comigo?” (Mateus 26.40)

Orar não é algo fácil. Semanalmente, a maior parte das igrejas que conheço se
reúne para o seu “momento de oração”. Acredito que se cada membro das igrejas
brasileiras tirasse ao menos um dia na semana para se dedicar à oração, o Brasil seria
tomando por grande transformação. Acontece que essas reuniões de oração, em sua
maioria, podem ser traduzidas por momentos onde os irmãos apresentam seus anseios
uns aos outros, e pedem o favor de Deus.
Certamente, não há problema algum em apresentar nossos anseios ao Senhor e
esperar Dele o favor por aquilo que pedimos; os salmos nos ensinam a buscar a Deus na
hora da angústia, pois Ele é o socorro bem presente, e está perto daqueles que o
buscam de todo o coração. Mas, acredito que a oração precisa ser bem mais que pedir o
favor do Senhor.
Nos textos anteriores, vimos diversas técnicas para o desenvolvimento da arte
de pregar. Todavia, a arte pode ser impecável, mas se faltar o relacionamento diário e
real com o Espírito Santo de Deus, todas as técnicas irão por água abaixo. A igreja e o
pregador podem até impressionar as pessoas, mas tudo não passará de um teatro. As
transformações não serão verdadeiras, os avivamentos não serão genuínos, até mesmo
a adoração a Deus não sairá do superficial.
Se fossemos elencar as razões pelas quais é tão difícil desenvolver um
relacionamento profundo com Deus através da oração, discorreríamos muitas coisas. Ao
invés disso, me propus a apontar algumas atitudes práticas, que tenho aprendido ao
longo dos anos com professores, com amigos e principalmente com escritores cristãos,
para que a vida de oração se torne uma realidade constante e habitual, especialmente
na vida do pregador da Palavra de Deus.
1. Decida ter uma vida de oração. Se nós deixarmos para falar com Deus
apenas quando tivermos vontade ou sentirmos necessidade, nossos momentos de
oração serão sempre escassos e limitados. É difícil acreditar que um pecador deseje
constantemente a prática da oração. Para conseguirmos orar com regularidade é preciso
decidir por isso. Assim como decidimos ir ao trabalho todos os dias, mesmo sem vontade
de trabalhar; também como decidimos dedicar horas aos estudos, mesmo quando não
sentimos motivados a continuar estudando; é desta forma que devemos decidir pela
oração.
2. Faça um planejamento. Planejar é um dos fundamentos do sucesso. Jesus,
evidenciando a importância do planejamento nas questões espirituais, alerta seus
discípulos para que não se tornem motivos de zombaria pela falta de planejamento:
“Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para
calcular a despesa e verificar se tem meios para concluir? Para não suceder que, tendo
lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos que a virem zombem dele dizendo:
Este homem começou a construir e não pôde acabar” (Lucas 14.28-30).
Se nós temos a consciência de que o sucesso nas compras e nos investimentos
vem após cuidadoso planejamento, não é difícil perceber a necessidade de planejarmos
nossos momentos de oração. Perguntas como “quando, onde, como, o que e por quanto
tempo devo orar?” precisam ser respondidas por cada um de nós antes de iniciarmos
nossa tentativa de vida prática de oração.
3. Comece a jejuar. Infelizmente, poucas são as igrejas que compreendem a
grande relevância da prática dos jejuns para o fortalecimento da vida espiritual e
aperfeiçoamento do hábito orar. A Bíblia está repleta de exemplos de como jejuar, mas
o mestre Jesus, em minha opinião, é o maior deles. Tenho a impressão que Jesus
encarava o jejum como algo muito natural, pois Ele diz: “quando vocês forem jejuar...”
(Mateus 6.16). Perceberam a naturalidade da expressão? É como alguém dizer: “quando
vocês forem tomar banho...”, ou ainda “quando vocês forem ao mercado...”.
O jejum é importante, pois nos faz perceber até onde somos capazes de resistir
às tentações. Decidir não comer quando a geladeira está cheia é um grande desafio. Mas
esta prática nos fortalece à medida que conseguimos resistir às coisas que temos fácil
acesso. Se não conseguimos resistir a um prato de comida, dificilmente resistiremos a
uma bandeja de pecado que nos será oferecida.
Todas as vezes que sentirmos desejo de comer algo que está ao nosso alcance,
nos voltaremos então para o nosso Senhor em oração, pedindo-lhe forças para nos
ajudar a aprender a resistir. Certamente, não apenas nossa resistência será aumentada,
como também o hábito de oração estará sendo fortalecido.

Tiago Rocha ...

Sempre à frente


Trabalhar no agronegócio é pensar no futuro. Projetar as produções vindouras,
antecipar-se ao clima e ao mercado, reforçar o conhecimento e a tecnologia. O setor
primário brasileiro se destaca por essa característica. É um dos fatores que colocaram o
país em posição de destaque, liderando setores como soja, carne bovina e de frango. A
partir dessa base sólida, a próxima década nos oferece boas perspectivas.

A população mundial não para de crescer, e deverá chegar a 8,1 bilhões de pessoas em
2025. Ao mesmo tempo, avança o poder aquisitivo, ampliando as classes médias,
sobretudo na Ásia. Essa evolução se reflete em um maior consumo de alimentos,
especialmente proteína animal. Hoje, nossa produção é embarcada para cerca de 160
países. Possuímos capacidade para atender ao mercado doméstico e ampliar as
exportações para o exterior.

Temos condições também para satisfazer as variadas demandas pelo mundo afora.
Nossa produção se adapta às necessidades e costumes de consumidores de cada região
do globo, com alto valor agregado. Um exemplo é o frango, que chega em cortes
diferenciados para alguns países – como o kakugiri, no Japão, e o shawarma, no Oriente
Médio. Ou, então, opções pré-temperadas e prontas para o consumo, ideais para os
novos hábitos urbanos. Nos próximos anos, a ave seguirá em destaque, impulsionada
pela expansão da população muçulmana, que deve alcançar 2,2 bilhões de pessoas em
2030.

O consumidor está cada vez mais exigente. Busca produtos diferenciados e com alto
padrão de qualidade. E isso, nós temos de sobra. Com forte investimento em segurança
sanitária, estamos livres de doenças como a influenza aviária. Destacamo-nos ainda pela
sustentabilidade e rastreabilidade.

No entanto, ainda temos desafios a vencer para melhor explorarmos nossas
potencialidades. O Brasil ocupa o 75º lugar no ranking de competitividade global,
elaborado pelo Banco Mundial. Precisamos qualificar as condições logísticas para
melhorar o escoamento. É necessário também reduzir a burocracia e a carga tributária,
diminuindo assim o custeio.

Podemos ir mais longe se corrigirmos os problemas e fortalecermos nossas virtudes.
Pensando à frente, chegaremos à próxima década a um novo patamar, reforçando nossa
missão: alimentar o mundo com qualidade.

Francisco Turra *
*Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) ... ...




Edição n° 169 - Julho 2017

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