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Edicão n° 222 de Dezembro 2022


Covid-19: Brasil tem menor média móvel de vítimas desde abril de 2020
14/10/2021

Com o avanço da imunização e um contingente de mais de 100 milhões de pessoas
totalmente vacinadas contra a covid-19, o Brasil registrou ontem (13) a menor média móvel
de vítimas da doença desde abril de 2020. O patamar é resultado de uma queda contínua
registrada desde o fim do primeiro semestre deste ano. Em 1º de julho, a média móvel era
de mais de 1,5 mil mortes por dia, indicador que chegou ontem a 316 por dia, segundo
dados do painel Monitora Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). No pior dia da
pandemia, em 12 de abril de 2021, o indicador chegou a 3.123 vítimas diárias.

Apesar do cenário de melhora, pesquisadores ouvidos pela Agência Brasil defendem que
ainda é preciso avançar mais na vacinação e chegar a 70% da população com esquema
completo de vacinação antes de flexibilizar as medidas de prevenção de forma mais
contundente.

O epidemiologista e pesquisador em saúde pública da Fiocruz Raphael Guimarães destaca
que o progresso da cobertura vacinal é o principal responsável pela tendência consistente de
queda nas internações e óbitos observada no segundo semestre deste ano, mas alerta que a
circulação de pessoas nas ruas já retornou ao nível pré-pandemia.

"Analisando os números de forma mais fria, diria que é um bom momento, talvez um dos
melhores que a gente já atravessou", disse, ressaltando porém que o alívio não prejudique
as medidas de prevenção, como usar máscara, evitar aglomerações, higienizar as mãos e se
vacinar.

"Falar em um bom cenário traz sempre um pouco de esperança para as pessoas, mas é
preciso que elas compreendam que um cenário melhor não significa que a pandemia está
vencida. Elas podem se sentir um pouco mais aliviadas porque estamos vendo
progressivamente a melhora na situação sanitária, mas não significa que é o momento de
relaxar geral. É ter um alívio com responsabilidade".

Uma flexibilização mais segura das medidas restritivas requer uma cobertura vacinal que
alcance ao menos 70% a 80% da população, na opinião do pesquisador da Fiocruz.

Segundo o painel de dados da fundação, o Brasil tem hoje 47,2% de sua população
totalmente vacinada e 70,31% que tomou ao menos a primeira dose. Diante disso, ele
reforça a importância de completar o esquema vacinal com as duas doses e ainda a dose de
reforço para os casos em que ela for prevista. O epidemiologista acrescenta que a
recomendação da vacinação independe de a pessoa ter tido covid-19 previamente. "Não
existe nenhum estudo que diga de forma contundente que ter covid-19 no passado garanta
imunidade permanente. Tanto é que temos muitos e muitos casos de notificação de pessoas
que tiveram covid-19 mais de uma vez".

Apesar de o principal impacto da vacinação ser nos óbitos e internações, o epidemiologista
acrescenta que as vacinas estão retardando a circulação do vírus. A média móvel de novos
casos de covid-19 também está em queda progressiva desde junho, o que Guimarães
relaciona à vacinação dos mais jovens, que são a população que mais circula e contribui para
a disseminação do vírus.

Feriado
Guimarães acredita que, devido ao feriado prolongado de 12 de outubro, pode haver uma
oscilação da média móvel para cima nos próximos dias, o que não compromete a avaliação
de que a tendência é de queda. "Sempre que tem feriado, a gente acaba tendo um pouco de
defasagem na notificação. A gente espera que na média móvel a gente possa ter um
aumento discreto nos próximos dois dias, mas isso não vai impactar na tendência".

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Alberto Chebabo, concorda que o
feriado pode ter contribuído para acentuar a queda de óbitos nos últimos dias. "Por causa do
feriado, pode demorar a acontecer o registro de casos e dos óbitos, e isso pode impactar um
pouco para baixo, mas seria um desvio padrão pequeno em relação ao que a gente está
vendo na série toda", minimiza, lembrando que o fim do inverno e o início da primavera
também ajudam na redução de doenças de transmissão respiratória.

Chebabo disse não ter dúvidas de que o Brasil vive hoje o momento menos grave da
pandemia da covid-19 desde que o vírus se espalhou e começou a causar um grande número
de casos no país, em abril de 2020. Ele acrescenta que também não há dúvidas de que a
vacinação é a principal explicação para a melhora.

"Se não fossem as vacinas, a gente ainda teria uma população suscetível muito grande no
país podendo se infectar. A vacina que fez essa mudança de transformar grande parte dessas
pessoas que eram suscetíveis em pessoas menos suscetíveis", disse. Ele destaca que a
proteção conferida pelos imunizantes é mais potente e duradoura que a da própria infecção
natural, o que justifica a recomendação de que mesmo as pessoas que já tiveram covid-19
devem se vacinar.

O infectologista reforça que o patamar de imunização necessário para medidas de
flexibilização, como a liberação de máscara em alguns ambientes fechados, é de 70% a 80%
da população totalmente vacinada. "Quando estamos falando de esquema completo, é a
terceira dose do idoso também", esclarece. "Aí a gente vai ter uma situação mais confortável
e um menor risco de ter recaídas, mesmo que sejam pontuais em alguns estados e locais".






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