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Edicão n° 209 de Novembro 2020


Medo da COVID-19 provoca queda em diagnósticos de câncer e pode gerar onda de mortes devido à demora no tratamento
11/07/2020

As projeções vêm da Europa, mas podem se repetir aqui no Brasil. Na Inglaterra existe
uma estimativa do aumento de mortes de pacientes com novos diagnósticos de câncer
aumentem em até 20% nos próximos 12 meses. São mais de seis mil pacientes. A causa
é o medo que leva a atrasos na procura por exames de diagnóstico e também no
abandono dos tratamentos em andamento.

Para chegar nessas estimativas, um estudo da University College London analisou dados
de oito hospitais e detectou redução de 76% nos encaminhamentos urgentes de pessoas
com suspeita de câncer e diminuição de 60% nos agendamentos de quimioterapia. Por
aqui, a baixa procura por consultas e exames de diagnóstico repete o cenário
preocupante.

No Hospital Moinhos de Vento, a situação mais crítica é a percebida no Serviço de
Mastologia. A queda chega a 80% em exames de diagnóstico e em cirurgias para
retirada de tumores. “O medo do novo coronavírus pode aumentar as taxas de
mortalidade por câncer. As pessoas que não estão fazendo os exames de rastreamento
podem descobrir um tumor quando as chances de tratamento e cura são menores. Além
disso, no sistema público, podemos ter um colapso pela alta demanda de pacientes
oncológicos com diagnóstico tardio e, com isso, mais dificuldade para tratá-los”, explica
a chefe do Serviço de Mastologia da instituição, Maira Caleffi. “Estamos trabalhando sob
todos os cuidados e as pacientes estão sendo operadas em prazos rápidos e em áreas
muito seguras”, completa.



Epidemia de câncer

Os procedimentos de biópsia para identificação de tumores tiveram queda de até 50%
de março a junho deste ano em comparação com 2019, os quatro meses seguintes à
confirmação do primeiro caso de COVID-19 no estado. A diminuição do movimento no
Centro de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento também chama a atenção. O número
de novos pacientes iniciando tratamentos com radioterapia foi 20% menor no período. A
média diária de sessões chegou a reduzir pela metade em alguns momentos.

O chefe do Serviço de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento, Sérgio Roithmann, alerta
para o risco de uma “epidemia” de câncer em estágios mais avançados, no futuro.
“Evoluímos muito na última década com novas tecnologias que nos permitem tratar o
câncer de forma mais eficaz e menos dolorosa. Temos cirurgia conservadora, robótica,
radioterapia de precisão, drogas alvo, imunoterapia e as possibilidades de cura com
menos sequelas. Mas o diagnóstico precoce é o que salva vidas de dois em cada três
casos. O efeito dessa redução dos diagnósticos e dos atraso no início e até interrupção
dos tratamentos pode fazer com que as chances de sucesso das terapias sejam
limitadas”, ressalta.



Ambiente mais seguro e fluxos individualizados

A oncologista Daniela Rosa destaca que o receio dos pacientes que deixaram de
procurar os hospitais demonstra falta de informação. “Os protocolos e rotinas adotados
devido ao risco de contaminação tornou algumas áreas ainda mais seguras. A instituição
possui fluxo individualizado para atender pacientes com sintomas respiratórios para
prevenir infecções de pessoas com outros problemas de saúde. Com a suspensão de
procedimentos eletivos e medidas que limitam a circulação, está até mais fácil e mais
rápido realizar qualquer exame e consulta”, pontua a médica do Serviço de Oncologia.






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