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Edicão n° 209 de Novembro 2020


Pesquisa aponta do que os jovens mais sentem falta no isolamento: amigos e da escola
30/06/2020

A Microcamp ouviu 6041 jovens que apontam também a ansiedade como principal
consequência emocional da quarentena


Por mais virtuais que sejam, jovens preferem aulas presenciais
O isolamento social está afetando de forma significativa o comportamento e expectativas
de jovens e adolescentes, principalmente os da geração Z (hoje entre 10 e 25 anos).
Sem poder ter contato com familiares e amigos nem ir à escola, duas de suas principais
queixas, a maioria está ansiosa, deixou de praticar exercícios físicos e mais desconfiada
em relação às informações recebidas pelo governo, como mostra pesquisa realizada pela
rede de escolas de informática Microcamp.

A pesquisa foi feita entre os dias 13 e 19 de junho, com 6041 alunos da rede, em 59
municípios brasileiros. A maioria dos entrevistados é do sexo feminino (51,3%), tem
idade a partir dos 10 anos, sendo a maioria entre 15 a 19 anos (51,5%) e está cursando
o Ensino Médio (51,5%).

Apesar de ser uma geração que nasceu após o surgimento da internet e por virtuais que
sejam, os jovens e adolescentes dizem que do que eles mais têm sentido falta nesse
período de isolamento, é do contato físico com os amigos e familiares, segundo 43,1 dos
entrevistados. Já para 25,9% é de ir à escola e 24,4% de ir ao cinema, clube, jogos de
futebol e shopping. E por mais acostumados que estejam à tecnologia, quando se trata
de estudo no ensino regulamentar, a maioria (86,2%) prefere as aulas presenciais,
contra 7,5% online e 6,2% semipresenciais.

Para 57,9% dos entrevistados, com a mudança das aulas presenciais para virtuais a
tendência é piorar o aprendizado dos alunos, enquanto 30,2% acham que o nível do
aprendizado será mantido, e 12,2% consideram que haverá melhorias. Isso, apesar da
pesquisa ter apontado que a adaptação das aulas presenciais para o sistema virtual feita
pelas instituições de ensino regular foi considerada boa para 36% dos entrevistados,
regular para 35,5%, precária para 14,5% e muito boa para 14,4%.
Para uma geração que tem como caraterística o convívio com diversos grupos, viver
isolada e privada de fazer o que mais gosta, trouxe consequências emocionais, e a pior
delas, apontada por 56% dos entrevistados, foi a ansiedade, seguida pela solidão, citada
por 23,1% dos participantes.

Palestras sobre ansidade
O propósito da Microcamp com a pesquisa, foi conhecer o comportamento dos
adolescentes e jovens num contexto de incertezas e inseguranças decorrentes da
pandemia do novo coronavirus, para propor ações capazes de minimizar os efeitos do
isolamento social em seus alunos. Uma das ações será a inclusão do tema "Ansiedade"
na maratona de palestras online que a Microcamp está ministrando gratuitamente, não
só para seus alunos, mas para a comunidade em geral, no facebook e no site da
empresa.

"Nesse momento, controlar a ansiedade se tornou um desafio para maioria das pessoas,
ainda mais para adolescentes e jovens. Além de mudanças hormonal e emocional,
características dessa faixa etária, eles estão tendo que enfrentar as mudanças nas
relações com a família, os amigos, os colegas de escola", avalia a master coach Jéssica
Paz, responsável por palestras sobre comportamento na Maratona Microcamp.

Na pesquisa, a maioria dos entrevistados (52,8%) disse se informar e saber muito sobre
pandemia do coronavirus, contra 34,5% que afirmou ter muitas dúvidas sobre o assunto
e 12,8% admitiu que não se informa. A maioria (40,8%) também afirmou acreditar que
os números de infectados e mortos no Brasil são inferiores aos divulgados pelo governo,
já 30,2% pensam que são verdadeiros e 29,1% acham que são superiores.

Sobre a mídia, 90,5% disseram acreditar em parte do que é noticiado, 5,4% acreditam
em tudo e 4,2% não confiam em nada. Apesar da maioria dos entrevistados (76,4%) ser
a favor do isolamento, 50,3% disseram que o têm respeitado parcialmente, enquanto
48,7% totalmente e 1% admitem não respeitar.

Quanto à prática de exercícios físicos durante o período de distanciamento, os alunos se
mostraram bem divididos. Enquanto 32,4% deixaram de praticar atividade física, 27,8%
admitiu que nunca praticou e 25,3% começou a praticar. Em relação à alimentação,
55,5% dos entrevistados assinalaram que permaneceram com mesmos hábitos
alimentares, 27,7% disseram que se descuidaram e estão comendo mais e pior, e
16,8% garantiram estar se alimentando melhor e com mais qualidade.

Poucas compras, muitas lives
Mas nem os mais de três meses de isolamento afrouxaram os hábitos de compras dessa
geração que valoriza muita a experiência nas lojas físicas, que pesquisa muito antes de
tomar uma decisão e é muito exigente ao adquirir um produto, como mostram estudos.
Reforçando estas características, a pesquisa apontou que 61,5% não tem hábito de
comprar pela internet, 25,6% manteve a frequência de compra online e 12,9% cedeu à
tentação e passou a comprar mais pela internet.

Para ocupar o tempo durante o isolamento, 57,7% têm assistido a séries, filmes e lives,
enquanto 17% tem se dedicado aos estudos e novos cursos, 13,4% estão se dedicando
à arrumação da casa, e 6,9% têm optado pelas vídeo chamadas com amigos e
familiares. Os entrevistados também se destacaram no uso das redes sociais, sendo que
o Youtube ainda é o preferido de 39,5% deles. Já 22,5% acessam mais o Instagram,
14,5% outras opções, 11,4% o Facebook, 7,1% o Tik Tok e 4,9% o Tweeter.

Na opinião de 50,1% dos respondentes, o que falta para as pessoas enfrentarem melhor
a pandemia é responsabilidade, já 15% disseram solidariedade e 14,2% respeito.
Por fim, a pesquisa apontou as expectativas dos adolescentes e jovens em relação ao
comportamento das pessoas pós pandemia. Para 45,3% dos entrevistados, o
comportamento será o mesmo porque o ser humano tem memória curta. Já os otimistas
(40%) acreditam vai melhorar porque as pessoas tirarão lições importantes de
solidariedade nesta crise. E os pessimistas (14,7%) acham que vai piorar porque a
tendência é as pessoas se tornarem mais individualistas e egoístas.




Sobre a Microcamp
A Microcamp é referência na área de educação tecnológica no Brasil. Oferece cursos de
informática, hardware e robótica, games e inglês. Em 43 anos de mercado, já formou
mais de dois milhões de alunos no Brasil, Portugal, Espanha e Argentina. Atualmente
possui cerca de 60 mil alunos matriculados em suas 69 unidades. Além dos
conhecimentos técnicos de cada curso, os alunos Microcamp desenvolvem competências
e habilidades que os motivam a ter uma atitude empreendedora para conquistar
objetivos pessoais e profissionais






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